Em 19 de janeiro, no Estádio Waldemar Teixeira de Faria, em Divinópolis, o Cruzeiro abria oficialmente a temporada vencendo o Guarani por 3 a 1, em partida válida pela primeira rodada do Campeonato Mineiro. Quase 11 meses depois o time disputa sua última partida em 2019, diante do Palmeiras, neste domingo, às 16h, no Mineirão, pela 38ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. E o objetivo buscado está muito longe do imaginado quando a Raposa entrou em campo pela primeira vez no ano.

O inédito bicampeonato em sequência da Copa do Brasil, em 2017 e 2018, que proporcionou o também inédito hexa geral da competição, colocou o Cruzeiro no G-4 dos favoritos a brigar pelas grandes taças neste ano juntamente com Flamengo, Palmeiras e Grêmio.

Henrique volnate Cruzeiro

Nas temporadas de 2017 e 2018, como capitão da equipe, Henrique ergueu as taças do inédito bicampeonato em sequência da Copa do Brasil. Neste domingo, pode virar personagem do primeiro rebaixamento da história cruzeirense

Pelo menos neste Brasileirão, os três concorrentes fizeram valer o favoritismo, pois o rubro-negro carioca é o campeão, os palmeirenses, adversários deste domingo, no Gigante da Pampulha, estão na vice-liderança, e os gremistas ocupam a quarta colocação. Os três estão garantidos na fase de grupos da Copa Libertadores do ano que vem.

Já o Cruzeiro entra em campo buscando um milagre que evite o primeiro descenso da sua história. Com 36 pontos e na 17ª colocação, a primeira dentro da zona de rebaixamento, a Raposa só evita a queda se vencer o Palmeiras e contar com derrota do Ceará, que encara o Botafogo, também às 16h, no Engenhão, no Rio de Janeiro.

Outros resultados nos dois jogos, que não sejam esses, determinam a ida cruzeirense para a Série B do Campeonato Brasileiro na véspera do seu centenário, que será comemorado em 2021.

Motivos

Razões não faltam para se explicar o drama cruzeirense, sendo que as crises financeira e institucional aparecem como as mais determinantes, pois com certeza influenciaram no rendimento do time dentro de campo.

Mas comparar o time que iniciou o ano, com aquele que deve estar em campo no Mineirão na tarde deste domingo, também explica um pouco o desastre cruzeirense.

Naquela tarde de 19 de janeiro, Mano Menezes usou 14 jogadores diante do Guarani. Desses, apenas cinco devem participar da partida deste domingo contra o Palmeiras (Fábio, Léo, Henrique, David e Sassá).

Edílson e Egídio estão suspensos. Dedé e Robinho, machucados. Lucas Silva, Lucas Romero, Raniel, Renato Kayser e Rafinha deixaram o clube, sendo que os três primeiros por causa da grave crise financeira.

Além disso, o próprio Mano já deixou a Toca da Raposa II, pois não resistiu ao péssimo desempenho da equipe após a parada para a Copa América, com eliminações nas Copas Libertadores e do Brasil e péssima campanha no Brasileirão.

Desafio

A tarefa de fazer o Cruzeiro vencer o Palmeiras, para tentar evitar o rebaixamento contando ainda com derrota do Ceará, é de Adilson Batista. Com muitos desfalques, por lesões, suspensões ou afastamento, como é o caso de Thiago Neves, ele deve alterar pouco a base que vem jogando.

Marquinhos Gabriel, que ficou de fora da derrota de 2 a 0 para o Grêmio, na última quinta-feira (5), volta ao time. A vaga de Ariel Cabral, suspenso, que seria de Robinho, mas ele se machucou, é disputada por Jadson e Pedro Rocha, dois reforços para a temporada que terminam o ano em baixa.

Na defesa, Orejuela volta à lateral, com a suspensão de Edílson, e Dodô joga na esquerda, pois Egídio foi exulso em Porto Alegre.

A ficha do jogo

CRUZEIRO
Fábio; Orejuela, Cacá, Léo e Dodô; Henrique e Ederson; Marquinhos Gabriel, Pedro Rocha (Jadson) e David; Fred. Técnico: Adilson Batista

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan, Antônio Carlos e Diogo Barbosa; Matheus Fernandes e Bruno Henrique; Raphael Veiga, Lucas Lima e Zé Rafael (Willian); Dudu. Técnico: Andrey Lopes

DATA: 8 de dezembro de 2019
LOCAL: Mineirão
CIDADE: Belo Horizonte
MOTIVO: 38ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro
ARBITRAGEM: Marcelo de Lima Henrique, auxiliado por Luiz Cláudio Regazone e Silbert Sisquim, todos do Rio de Janeiro
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
TRANSMISSÃO: Globo e Premiere