Vencer o clássico deste domingo contra o Atlético, às 16h, no Mineirão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, é fundamental para o Cruzeiro, que até com um empate no jogo tem a chance de voltar à temida zona de rebaixamento. Mas para conseguir os três pontos, o time de Abel Braga terá de quebrar uma escrita considerável. Isso porque na chamada Era das Novas Arenas no futebol mineiro, em que cada um dos rivais manda o confronto num estádio, a Raposa não vence o Galo, no Gigante da Pampulha, pela Série A, desde 2013, quando começou a imperar essa realidade nas Gerais.

Mesmo assim, essa vitória cruzeirense foi sobre um time reserva e ressacado do Atlético. Em 24 de julho de 2013, o clube conquistou o título da Copa Libertadores sobre o Olimpia, do Paraguai, numa disputa de pênaltis que só foi encerrada na madrugada do dia seguinte. Em 28 de julho estava de volta ao Mineirão para o clássico contra o Cruzeiro pelo turno do Brasileirão daquele ano.

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Vinícius Araújo comemora com Everton Ribeiro o gol de empate do Cruzeiro no clássico pelo Brasileirão de 2013, o único que a Raposa venceu como mandante na chamada Era das Novas Arenas

O técnico Cuca mandou a campo um time reserva, reforçado apenas pelos laterais Marcos Rocha e Richarlyson, que jogaram como meias, pois eles não tinham enfrentado os paraguaios cumprindo suspensão.

O Galo saiu na frente, com um gol de Alecsandro, de pênalti, mas o Cruzeiro chegou à virada e construiu a única goleada dessa Era das Novas Arenas com gols de Everton Ribeiro, Ricardo Goulart/2 e Nilton.

Decepções

Após esta vitória, o Cruzeiro só amargou decepções como mandante no clássico pelo Brasileirão. Em 2014, no jogo mais espetacular entre os dois times, e o fato de ter recebido o maior número de pagantes (49.534) é uma prova disso, o time de Marcelo Oliveira, que naquela temporada chegaria ao bicampeonato brasileiro em sequência, pois já tinha levantado a taça em 2013, conseguiu uma reação impressionante após sair perdendo por 2 a 0, empatou, quase virou o placar, mas no final sofreu um gol do garoto Carlos e amargou a derrota.

No clássico pela Série A de 2015, quando o Galo brigava pelo título e a Raposa contra o rebaixamento, o empate por 1 a 1 teve sabor de derrota, pois o goleiro Victor defendeu um pênalti cobrado pelo atacante Willian aos 43 minutos do segundo tempo, num momento em que os três pontos eram fundamentais para a Raposa, como agora.

Em 2016, novo empate por 1 a 1, com o Cruzeiro mais uma vez vivendo situação complicada na competição e brigando para se distanciar da zona de rebaixamento.

Faixa carimbada

Já pentacampeão da Copa do Brasil, título conquistado em 2017, o Cruzeiro fez do clássico contra o Atlético pela Série A daquele ano uma grande festa. E ela parecia completa quando Thiago Neves abriu o placar. Na etapa final, o Galo, que estava em crise, empatou com Otero e virou com dois belos gols de Robinho.

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Clique para ampliar e confira todos os clássicos pelo Brasileirão a partir de 2013

No ano passado, entre o jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil contra o Palmeiras, e a partida pelas quartas de final da Libertadores, contra o Boca Juniors, em La Bombonera, o Cruzeiro recebeu o Atlético no Mineirão. Mano Menezes escalou um time totalmente reservas, jogou melhor, mas ficou apenas no 0 a 0.

Curiosamente, o único clássico pelo Brasileirão, a partir de 2013, vencido pelo Cruzeiro no Mineirão, foi disputado no turno. Desde 2014, o confronto acontece no returno, como agora.

Histórico

Essa dificuldade em fazer valer o mando de campo no clássico pelo Brasileirão, na Era das Novas Arenas, faz com que o Cruzeiro, nos 13 clássicos pela Série A desde 2013, tenha menos da metade das vitórias do Atlético, que venceu sete jogos. A Raposa ganhou apenas três, sendo dois deles no Independência. Foram três empates, todos eles no Mineirão.

Manter a escrita é tudo o que o atleticano quer ver seu time fazendo no Gigante da Pampulha neste domingo. Derrubar este tabu é fundamental para o cruzeirense aliviar um pouco o sofrimento que tem sido ver seu clube brigar contra o rebaixamento.