Fred, Frederico Chaves Guedes,

O Cruzeiro explicou por meio de nota oficial na noite desta quarta-feira a movimentação que fez no processo movido pelo atacante Fred contra o clube. A ação corre na 1ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte desde fevereiro deste ano, e o escritório de advocacia que defende a Raposa tenta impedir que o jogador cobre por uma cláusula compensatória de R$ 50 milhões pela rescisão contratual no começo da temporada. 

"O Cruzeiro Esporte Clube informa que não solicitou o retorno do atleta Frederico Chaves Guedes.O Clube ressalta que se valeu de argumentos técnicos para refutar a pretensão do atleta ao recebimento da cláusula compensatória", diz o início da nota cruzeirense.

Essa cláusula compensatória foi firmada na gestão Wagner Pires de Sá, que também aceitou pagar salário de R$ 800 mil mensais ao atacante, além de luvas que ultrapassavam os R$ 10 milhões. 

"A defesa apresentada na reclamação trabalhista do jogador rechaça, com o devido respeito, a decisão que acolhe a rescisão indireta, na qual o atleta tenta impor responsabilidade ao Clube. O que ocorreu no caso foi o rompimento contratual por vontade do próprio jogador, que tentou se valer do mecanismo da rescisão indireta para buscar a multa contratual, multa esta que o Cruzeiro considera irresponsável e posta no contrato de trabalho de forma injustificada, razão pela qual os ex-dirigentes são chamados ao processo", explica.

O escritório Ferreira Chagas, responsável por defender o Cruzeiro, tenta ainda incluir como solidários no processo os ex-dirigentes Wagner Pires de Sá, presidente entre 2018 e 2019 (renunciou após pressão antes de finalizar seu mandato), e de Itair Machado, ex-vice-presidente de futebol pelo mesmo período. 

"A defesa demonstrou, de forma objetiva, que o atleta já estava, antes mesmo de qualquer pedido na Justiça do Trabalho, em clara e avançada negociação com outro clube de futebol. Portanto, já se configurava evidente a intenção do jogador em romper seu contrato com o Cruzeiro", finaliza a nota.