O Cruzeiro protocolou na 11ª Vara Cível  de Belo Horizonte um pedido para o bloqueio de automóveis ligados ao ex-presidente do clube, Wagner Pires de Sá, e a Itair Machado, que exerceu a função de vice-presidente de futebol da Raposa.

A demanda, assinada pelo superintendente jurídico Flávio Boson, é mais uma ação da atual diretoria do Cruzeiro, no intuito de fazer com que os antigos gestores ressarçam ao menos parte do prejuízo que teria sido causado ao clube pelos dois ex-dirigentes.

A informação sobre o pedido do Cruzeiro foi publicada inicialmente pelo Uol e confirmada pelo Hoje em Dia, que teve acesso ao documento.

No caso de Wagner, a Raposa afirma no pedido que, embora o ex-presidente tenha declarado em seu Imposto de Renda que seja proprietário de vários veículos, uma pesquisa realizada no RENAJUD não revelou essa situação, indicando, segundo o Cruzeiro, que o ex-presidente tenha repassado esses bens a terceiros.

A título de informação, RENAJUD é uma ferramenta eletrônica que interliga o Judiciário e o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), com o intuito de efetivar ordens judiciais de restrição de veículos cadastrados no Registro Nacional de Veículos Automotores  (RENAVAM).

Os veículos que o departamento jurídico do Cruzeiro alega que Wagner transferiu para terceiros são: um Nissan Kicks, um Audi A4, um For Fusion, um Fiat Uno e uma moto BMW.

Itair Machado

No mesmo pedido, a Raposa alega que Itair Machado usou do mesmo expediente de Wagner Pires, pedindo, desse modo, que seja oficiado o DETRAN/MG, para que informe a data de transferências e o atual proprietário de uma BMW, que seria de Itair.

Para justificar a demanda, o Cruzeiro citou um vídeo veiculado nas redes sociais no dia 2 de outubro, em que um homem, aparentemente torcedor do time celeste, atirou objetos em direção ao ex-dirigente da Raposa, que estava dentro do veículo.

Na petição, o clube estrelado afirma que o veículo em questão está no nome da esposa de Itair, mas com o mesmo sendo efetivamente o detentor do bem. 

Wagner Pires de Sá e Itair Machado foram denunciados pelo Ministério Público como suspeitos de terem cometido uma série de crimes quando estiveram à frente do Cruzeiro entre 2018 e 2019.

Itair foi demitido em outubro, e Wagner renunciou ao cargo em dezembro, logo após o rebaixamento do Cruzeiro à Série B do Campeonato Brasileiro.

O Hoje em Dia tentou contato com Wagner Pires de Sá e Itair Machado para comentarem o caso, mas não obteve retorno até o momento.