O Cruzeiro entra no jogo do próximo domingo (9), contra o América, às 16h, no Independência, com o desafio de quebrar a escrita de o time que entra na volta das semifinais entre eles, no formato atual do Campeonato Mineiro, usado desde 2004, nunca ter conseguido a vaga na decisão.
A situação cruzeirense é bem complicada, pois com a derrota de 2 a 1, de virada, neste domingo (2), no Mineirão, a Raposa precisa vencer por dois gols de diferença no Gigante do Horto para ser finalista.

E esse tabu do time em desvantagem, nos confrontos semifinais entre Cruzeiro e América não se dar bem no jogo de volta começa há 17 anos, logo na primeira edição em que a fórmula atual foi usada, em 2004. A classificação da primeira fase teve a mesma estrutura de 2021, com o Coelho na segunda colocação, e a Raposa na terceira.

América Cruzeiro 2021

Alê abriu o caminho para a virada do América que deixa o Cruzeiro obrigado a buscar façanha inédita no próximo domingo para chegar à decisão do Campeonato Mineiro

Assim, os americanos jogaram as semifinais por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols. Foram derrotados por 2 a 1, na ida, em 1º de abril. Três dias depois, o América precisava de uma vitória simples para ser finalista, mas perdeu a vaga sendo goleado por 4 a 1.

Depois de oito anos, eles voltaram a fazer uma semifinal, mas com o Cruzeiro carregando a vantagem, pois tinha ficado na segundo posição na fase classificatória, e o América na terceira. Os dois jogos foram na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Depois dos 3 a 2 na ida, em 22 abril, o Coelho tinha a vantagem do empate, uma semana depois, mas garantiu o direito de decidir o título com o Atlético vencendo de novo, por 2 a 1.

Título

Os americanos entraram nas semifinais de 2016 novamente em desvantagem, mas venceram a primeira partida, no Independência, por 2 a 0, em 16 de abril, e foram ao Mineirão, no dia 24, podendo até perder por um gol de diferença, mas garantiram a vaga com um empate sem gols.

No ano seguinte, o Cruzeiro jogou as semifinais por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols. Arrancou um 1 a 1 no Horto, em 16 de abril, e na volta, no Mineirão, dia 23, só precisava de uma igualdade para ser finalista, mas venceu por 2 a 0.

No último encontro entre os dois clubes nas semifinais, em 2019, a vantagem era novamente celeste. Ela ficou ainda maior após os 3 a 2 na ida, no Independência. No Mineirão, a Raposa garantiu a vaga na decisão goleando por 3 a 0.