Cruzeiro S/A? CEO da Raposa lidera grupo de estudos para analisar projeto clube-empresa

Lucas Borges
@lucaslborges91
02/10/2020 às 13:56.
Atualizado em 27/10/2021 às 04:42
 (CRUZIERO/DIVULGAÇÃO)

(CRUZIERO/DIVULGAÇÃO)

Em busca de alternativas para salvar o Cruzeiro da pior crise intitucional, financeira e política de seus quase 100 anos de história, a diretoria da Raposa criou nesta semana um grupo de estudos para analisar a possibilidade de a instituição adotar o modelo de clube-empresa.

A iniciativa, ainda em estágio inicial, é liderada pelo diretor executivo (CEO) do clube, o empresário Sandro González. De acordo com a assessoria de comunicação do Cruzeiro, o grupo contará também com José Carlos Brunoro, contratado nos últimos dias para exercer a função de consultor de planejamento e estratégia celeste.

"É um tipo de estrutura que pode permitir ao Cruzeiro, no futuro, realizar captações de grandes volumes financeiros, sem que sofra interferência do passivo existente no cenário atual do clube. Com essas captações, poderemos pensar em alternativas robustas que vão colaborar com a saúde financeira da instituição. Mas é bom deixar claro que o grupo de estudos ainda é algo embrionário. Nossa intenção, neste início, é estudar o projeto de uma forma minuciosa. O importante é que demos um primeiro passo mais concreto”, afirmou Gonzalez.

Além de Sandro e José Carlos Brunoro, compõem o grupo Edson Potsch (Vice-Presidente Administrativo e Superintendente de Marketing), Paulo Assis (COO – Diretor de Operações), Matheus Rocha (CFO – Diretor Financeiro), André Argolo (Diretor Executivo de Esportes), Bruno Gervásio (Assessor da Presidência), Moacyr Lobato (Desembargador) e Fernando Drummond (Advogado).

Vittorio Medioli

Um dos principais entusiastas da transformação do Cruzeiro em clube-empresa é o empresário Vittorio Medioli, ex-CEO do Cruzeiro e atual prefeito de Betim, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Recentemente, Medioli, que foi diretor-executivo da Raposa entre dezembro do ano passado e janeiro de 2020, trouxe novamente à tona a ideia que sugeriu no início do ano: fazer com que a Raposa vire uma S/A (sociedade anônima).

O empresário, defensor de uma intervenção judicial no clube para ter amparo legal na recuperação da crise financeira, defende a profissionalização do Cruzeiro, tendo a abertura de capital (venda de ações no mercado) como um dos pilares para sustentabilidade da instituição.

Na última quarta, o Hoje em Dia ouviu um especialista no modelo de clube-empresa para explicar a concepção desse tipo de gestão e quais impactos a curto, médio e longo prazo a Raposa sofreria se passasse por essa transformação. Relembre aqui.

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