O Cruzeiro está novamente à procura de um treinador. Esse cenário tem sido recorrente nos dois últimos anos, quando a Raposa saiu do trabalho mais longevo do país entre os times da Série A, com Mano Menezes, para o que tem sido um infindável rodízio de técnicos.

A bola da vez é Felipe Conceição, demitido após a eliminação na Copa do Brasil para a Juazeirense-BA, nessa quarta-feira (9), em Juazeiro.

Sem Conceição, o clube estrelado vai para o nono treinador em menos de dois anos.

Desde a saída de Mano Menezes, no dia 7 de agosto de 2019, diferentes comandantes, em várias circunstâncias, assumiram, sem sucesso, o time estrelado.

A exceção é Felipão, contratado em outubro do ano passado, com o primeiro objetivo de livrar a Raposa da Série C, para depois implementar um projeto que levasse o time para a Série A.

Entretanto, apenas a primeira meta foi cumprida. Por opção própria, Scolari deixou o Cruzeiro após três meses, rompendo um contrato que iria até dezembro de 2022.

Os demais técnicos do período foram demitidos. 

Rodízio

Mano Menezes encerrou sua segunda passagem pela Raposa, iniciada em julho de 2016, como treinador mais longevo das Série A e B do Brasileirão.

Bicampeão da Copa do Brasil e do Estadual, Mano não resistiu à uma sequência de apenas uma vitória em 18 jogos.

Para seu lugar foi contratado Rogério Ceni. Entretanto, resultados ruins e atritos com lideranças do elenco fizeram com que o ex-goleiro permanecesse apenas oito jogos no cargo, com dois triunfos, dois empates e quatro derrotas. Foram apenas 46 dias no cargo.

Com o aval da maioria dos jogadores, Abel Braga chegou ao clube celeste com objetivo de evitar o primeiro rebaixamento da história da instituição. Fracassou, deixou o clube à beira da degola, após três vitórias, oito empates e três revezes, em pouco mais de dois meses de trabalho.

Adilson Batista voltou ao Cruzeiro tentando evitar a iminente queda à Série B. Não conseguiu, foi derrotado nos três jogos em que esteve à frente da equipe no Brasileirão.

2020

Apesar do descenso, Adilson foi mantido no cargo, mas durou pouco tempo. Foi demitido no dia 15 de março, após quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas na temporada.

Ainda sob comando do Conselho Gestor, que administrou o clube celeste entre dezembro de 2019 a maio de 2020, após a renúncia do ex-presidente Wagner Pires de Sá, o técnico Enderson Moreira foi contratado.

Com tempo para preparar o time para a reta final do Mineiro e o início da Série B, Enderson começou bem, com seis vitórias seguidas. Entretanto, a equipe caiu de rendimento e o treinador foi demitido do cargo no dia 8 de setembro, já por decisão do presidente Sérgio Santos Rodrigues, empossado no dia 1º de junho.  Além dos seis triunfos, foram mais três empates e outras três derrotas.

A tentativa de Santos Rodrigues foi Ney Franco. Apesar da identificação com a Raposa, Ney também teve vida curta na função e foi desligado depois de apenas 32 dias no comando do time, no dia 11 de outubro. No período, foram duas vitórias, um empate e quatro derrotas.

Felipão aceitou o convite, depois de várias negativas de outros técnicos, livrou o time da Série C, mas não conseguiu o acesso.

Discordâncias com Sérgio Santos Rodrigues, principalmente em relação à investimentos no elenco para a temporada, encurtaram a passagem de Scolari, que durou 21 jogos, com nove vitórias, oito empates e quatro derrotas.

Apresentado no dia 3 de fevereiro, Felipe Conceição aumentou um pouco a média de permanência dos últimos técnicos da Raposa no cargo, desde 2019. Entretanto, não resistiu à eliminação para a Juazeirense-BA, se despedindo da Toca da Raposa II com oito vitórias, três empates e oito derrotas.

Lanterna da Série B e fora da Copa do Brasil, o Cruzeiro vai novamente ao mercado em busca de um treinador, o quarto a ser contratado por Sérgio Santos Rodrigues.