O Cruzeiro segue em péssima fase na temporada. Jogando no Mineirão, o time celeste perdeu por 1 a 0 para o Internacional, nessa quarta-feira (7), no jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil.

Pior que o resultado, que complica a vida da Raposa na luta por uma vaga na final, foi o futebol apresentado pela equipe.

Novamente os comandados Mano Menezes tiveram muitas dificuldades para criar jogadas ofensivas, principalmente diante da bem postada defesa do Internacional.

Além da falta de criatividade e da falta de poderio ofensivo, o Cruzeiro ainda viu a defesa falhar em um lance crucial.  Aos 30 minutos, depois de Fábio fazer uma grande defesa em cobrança de falta de Guerrero, os defensores celeste marcaram bobeira e viram Edenílson aparecer sozinho para empurrar para as redes.

Foi o oitavo consecutivo em que a Raposa não marca gols. Pior, o time estrelado aumentou a incômoda marca de apenas uma vitória nos últimos 18 jogos.

As duas equipes voltam a se enfrentar no dia 4 de setembro, no Beira-Rio, em Porto Alegre, para decidir quem avança à decisão da Copa do Brasil.

Antes, o Cruzeiro volta o foco para o Campeonato Brasileiro, onde também vive situação delicada. No domingo, a equipe celeste enfrenta o Avaí, às 16h, na Resscada, em Florianópolis, pela 14ª rodada do torneio.

O jogo

Precisando da uma resposta para o seu torcedor, que compareceu em bom número ao Mineirão mesmo com a má fase do time, o Cruzeiro iniciou a partida tentando assumir as principais ações ofensivas da partida.

Entretanto, assim como nos últimos jogos, a Raposa encontrou muitas dificuldade em propor o jogo, especialmente diante da bem armada defesa do Internacional.

Muito pegado no meio campo, o primeiro tempo ofereceu poucas oportunidades de gol para as duas equipes.

 Do lado da equipe celeste, o atacante Sassá, que voltou a ser titular depois de um longo período no banco de reservas, foi o mais perigoso. O camisa 99 finalizou duas bolas em direção ao gol de Lomba, mas estava desequilibrado e errou o alvo.

Pelo Colorado, a melhor oportunidade veio só aos 42 minutos. Uendel tabelou com Guerrero e cruzou para Edenilson. Antes que a bola chegasse ao volante do Inter, Dodô fez o corte, salvando o Cruzeiro.

Segundo tempo

Logo no primeiro minuto do segundo tempo o Cruzeiro teve a chance de abrir o placar. Pedro Rocha avançou pelo meio e serviu Thiago Neves, que, de frente para o gol, chutou sem direção.

A segunda oportunidade da Raposa veio aos 13 minutos Henrique arriscou de fora da área, de muito longe, e Marcelo Lomba encaixou.

Entretanto, apesar da disposição e da entrega das equipes, o jogo seguiu muito pegado, com poucos espaços para os ataques das duas equipes.

O Inter demorou a chegar ao ataque com perigo, mas quando chegou, teve duas chances claríssimas de gol.

Na primeira delas, aos 25 minutos, Wellington Silva tabelou com Edenílson, invadiu a área e bateu para grande defesa de Fábio.

No lance seguinte, Wellington fez jogada individual pela esquerda e serviu Guerrero, que desviou para nova intervenção do goleiro celeste.

Aos 30 minutos, não teve jeito. Guerrero cobrou falta próxima a pequena área no ângulo, Fabio fez outra grande defesa, mas no rebote Edenílson empurrou para as redes.

Nos minutos finais, o Cruzeiro tentou pressionar o Inter, mas sem sucesso. Sem acertar um único arremate no gol de Lomba, a Raposa cai novamente no Mineirão.

FICHA DO JOGO

Cruzeiro 0 x 1 Internacional

Motivo: Jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil

Local: Mineirão

Arbitragem: Luzi Flávio de Oliveira, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manins, todos de São Paulo

VAR: Braulio da Silva Machado, de Santa Catarina

Cartões amarelos: Dedé (Cruzeiro); Rafael Sóbis (Internacional)

Gols: Edenílson, aos 30 minutos do segundo tempo

Público:

Renda:

CRUZEIRO

Fábio; Orejuela, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Ariel Cabral (Mauricio); Robinho (Marquinhos Gabriel), Thiago Neves e Pedro Rocha; Sassá (Fred). Técnico: Mano Menezes

INTERNACIONAL

Marcelo Lomba; Zeca, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenílson (Nonato) e Patrick; Rafael Sóbis (Sarrafiore), Nico Lopez (Wellington Silva) e Paolo Guerrero. Técnico: Odair Hellman