O confronto pelas oitavas de final da Copa Libertadores que começa amanhã às 19h15, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, é o quinto mata-mata entre Cruzeiro e River Plate por competições oficiais da Conmebol. Com um atrativo a mais que serve como motivação extra para as torcidas dos dois clubes. Nos cinco encontros anteriores, começando pela inesquecível (para o lado celeste) decisão da própria Libertadores, em 1976, quem levou a melhor chegou à decisão, com direito a troféu em quatro delas.

Apesar da força do time Millonario, que conquistou o título mais importante das Américas ano passado batendo justamente o Boca Juniors, maior rival, a supremacia, quando se trata de encarar o Cruzeiro, é da equipe do Barro Preto. Depois de conquistar sua primeira Libertadores, a Raposa voltou a levar a melhor 15 anos depois, na decisão da Supercopa, que reunia os campeões da disputa interclubes. E de uma forma que ajudou a consolidar a reputação de "La Bestia Negra" dos argentinos: superado no Monumental por 2 a 0 (com direito a gol de Jorge 'La Pipa' Higuaín, zagueiro pai do atacante Gonzalo), deu o troco no Mineirão uma semana depois, com direito a atuação inspirada do veloz Mário Tilico, autor de dois dos três gols.

O encontro de 1998 valeu pela Copa Mercosul, que começava a ser disputada naquele ano e, mais uma vez, a festa foi azul. A coincidência é que um dos titulares do River na ocasião era o meia Marcelo Gallardo, hoje o comandante do time. Nem mesmo um time que ainda contava com Pizzi, Juan-Pablo Angel e o ex-técnico do Real Madrid Santiago Solari foi capaz de segurar o Cruzeiro, que venceu os dois jogos, com destaque para os gols de Fábio Júnior. Na decisão, a Raposa, então treinada por Levir Culpi, acabou caindo diante do Palmeiras.

Dois campeonatos

O quarto Cruzeiro x Boca acabou ganhando importância redobrada graças a uma decisão da Conmebol. Na teoria, o duelo era novamente válido pela Mercosul mas, como não houve patrocínio para a disputa da Recopa Sul-Americana do ano anterior, a entidade resolveu colocar a taça em disputa. Mais preocupado com o Campeonato Argentino, o técnico Ramón Díaz optou por escalar um time misto nas duas partidas e pagou caro por isso: derrota por 2 a 0 no Mineirão e por 3 a 0 na capital do país vizinho, com mais um troféu indo para a galeria do Barro Preto.

A última lembrança, no entanto, é a única positiva para o torcedor alvirrubro. Já com Gallardo como técnico, o River deu o troco nas desclassificações anteriores em grande estilo, pelas quartas de final da Libertadores de 2015. Superado em casa por 1 a 0, gol de Marquinhos, o time de Nuñez goleou no Mineirão: 3 a 0. Dali, os argentinos decolariam rumo ao título, conquistado na decisão com os mexicanos do Tigres.

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