Uma das canções em louvor à Raposa, “Nós Somos Loucos, Somos Cruzeiro”, garante que “o mundo inteiro teme La Bestia Negra”. Este apelido, surgido no Paraguai nos anos 80 e que no Brasil teria um significado similar a “pedra no sapato” tornou-se uma alcunha do clube mineiro, que levou “noites de terror” a vários adversários em competições sul-americanas.

Nos últimos anos, porém, a força de “La Bestia Negra” foi colocada em xeque em partidas contra times argentinos em mata-matas na Libertadores, sobretudo no Mineirão, onde os azuis colecionam fracassos desde 2008 (confira abaixo). Nesta terça-feira (30), às 19h15, contra o River Plate, no Gigante da Pampulha, pela volta das oitavas do torneio, é hora de o Cruzeiro fazer valer este apelido para despachar os Millonarios e manter vivo o sonho do tricampeonato.

Para concretizar esse objetivo será preciso vencer, por qualquer placar, ou, na pior das hipóteses, empatar em 0 a 0, o que levaria a decisão da vaga para a disputa de pênaltis – e aí, o goleiro Fábio pode fazer a diferença, como ocorreu em tantas outras ocasiões.

My name is...

Mano Menezes é a cara da Raposa bicampeã da Copa do Brasil (2017 e 2018) e do Mineiro (2018 e 2019), a prova cabal de que a eficiência é mais importante que o futebol-arte. Nesta terça, ele tenta superar um outro treinador copeiro, Marcelo Gallardo, vencedor da Libertadores de 2015 e 2018, no comando do River Plate.

Marca histórica

Nesta terça-feira completam-se 43 anos da conquista da primeira Libertadores dos celestes, título angariado justamente sobre o River, com o triunfo por 3 a 2, no jogo-extra, em Santiago, no Chile. E a China Azul anseia que o espírito de 1976 esteja presente nos guerreiros dos gramados. E que “La Bestia Negra” prevaleça!

 

*Colaborou Hugo Lobão