O cronômetro marcava 13 minutos do segundo tempo. O Cruzeiro fazia uma partida equilibrada contra o Grêmio, em Porto Alegre. Robinho perdeu uma chance clara para abrir o placar, mas, além de desperdiçar a oportunidade, se contundiu em dividida com o goleiro Paulo Victor. 

A lesão tirou o armador de combate e, para piorar a situação cruzeirense, Adilson Batista já havia queimado as três substituições. Com um jogador a menos, a Raposa sofreu o primeiro gol gremista oito minutos depois da saída de Robinho. O segundo tento do Tricolor aconteceu aos 39 com Pepê, de pênalti.

Cruzeiro

Precipitação ou Precaução? A análise pode ser avaliada pelas duas formas. Temendo uma expulsão de Ariel Cabral, que já estava amarelado, Adilson Batista realizou a primeira substituição no jogo ao colocar Robinho no lugar de Ariel Cabral aos 41 minutos do primeiro tempo.

Na etapa final, aos 9 minutos, a segunda alteração: Fred deu lugar a Pedro Rocha. A ansiedade (ou precaução) ficou nítida aos 12 minutos, quando Adilson sacou Orejuela, pendurado, para promover a entrada de Ezequiel. 

O certo é que o Cruzeiro jogou por mais de 35 minutos com um jogador a menos. A decisão do Adilson foi correta? Demonstrou ansiedade desnecessária? Aconteceu o imponderável? Foi azar?

Independentemente dos questionamentos e das respostas, a Raposa segue na zona de rebaixamento e terá que jogar a vida contra o Palmeiras, domingo (8), no Mineirão. Não só isso: terá que contar com derrota do Ceará, que enfrenta o Botafogo, no Engenhão, no mesmo dia.