BorgesA contratação de Borges criou a expectativa de que, finalmente, o Cruzeiro formaria uma dupla de ataque poderosa nesta temporada. Mas a realidade é outra. Nos quatro jogos em que atuaram juntos, pareciam mais estranhos, com cada um tentando resolver o problema a seu modo.


Agora, fica a dúvida: a “parceria” será mantida para o jogo contra o Palmeiras, domingo, no Independência, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico Celso Roth tem poucas opções, como Anselmo Ramon e Wallyson, que atua pelas laterais, mas está em baixa. Fabinho corre por fora, principalmente depois da fraca exibição diante do Corinthians. Para Roth, a produção está abaixo da expectativa. “Os dois têm que trabalhar. O Borges veio justamente num momento em que nós não conseguimos trabalhar, porque você tem de jogar. Trabalhar que quero dizer é treinar. Nós colocamos os jogadores, mas, na realidade, a produção está aquém daquilo que queríamos”, observou.


Na derrota para o Timão, por 2 a 0, era visível a falta de sintonia entre Wellington Paulista e Borges. Eles não conseguiram, em toda a partida, trocar passes ou mesmo abrir espaços para a chegada de Montillo. Não trombaram, como aconteceu durante o jogo contra a Portuguesa, mas foram neutralizados pelo sistema defensivo corintiano.


Mas esse abismo entre os dois só tem aumentado, mesmo com a sequência de jogos – Grêmio, Portuguesa, Flamengo e Corinthians. Não é à toa que a diretoria do Cruzeiro está atrás de um atacante que jogue pelas laterais do campo. No entanto, esbarra na falta de opções no mercado, além das dificuldades financeiras para fazer um grande investimento.