As últimas semanas foram agonizantes no Cruzeiro, em uma fase classificatória da Libertadores marcada pelo sofrimento, com altos e baixos. A equipe estrelada decide hoje sua sorte no Grupo 5 contra o Real Garcilaso, do Peru, à partir das 22 horas, no Mineirão.

Nos momentos de sufoco, a responsabilidade recai sobre o centroavante. Mesmo improvisado pelo técnico Marcelo Oliveira, Júlio Baptista vai continuar carregando essa carga, num momento em que ele volta a ser pressionado pela baixa produção nos últimos três jogos.

Na terceira colocação do Grupo 5, com sete pontos, o Cruzeiro entra em campo com a obrigação da vitória para avançar à próxima fase. Para carimbar a vaga nas oitavas de final sem depender de outro resultado, o time precisa superar o Real Garcilaso por três gols de diferença.

Em caso de vitória por outro placar, a equipe estrelada só será eliminada caso a Universidad de Chile derrote o Defensor, em Montevidéu, também hoje, às 22h. Por isso, mais do que nunca a Raposa precisará dos pés calibrados de seu centroavante. E se depender de Júlio Baptista, a noite será especial para a China Azul.
 
Lembrança ruim

Além da necessidade de vencer bem, o meia-atacante reconhece que a partida terá um ingrediente a mais. Afinal, ainda está na mente dos jogadores estrelados a derrota por 2 a 1 para o Garcilaso, na estreia da Libertadores, confronto que ficou marcado pelos atos racistas evolvendo o volante Tinga.

Além disso, o Cruzeiro encontrou outros problemas durante a estadia no Peru, como a estrutura precária do estádio de Huancayo, que não tinha água nos vestiários, e a falta de luz no treinamento na véspera da partida.

“Todo o sofrimento que vivemos lá, como chegar para treinar e apagarem as luzes, toda essa raiva que passamos, temos de transferir para dentro de campo, mas não em rivalidade, o que poderia nos prejudicar”, avisa Júlio.

E se depender dos números celeste contra os peruanos, em casa pela, Libertadores, a China Azul tem muitos motivos para comemorar. O Cruzeiro nunca perdeu para equipes daquele país em seus domínios. Foram sete vitórias em sete jogos. A mais emblemática na conquista da Libertadores de 1997, quando os estrelados bateram o Sporting Cristal por 1 a 0.

E o último encontro aconteceu justamente contra o Sporting Cristal, pela Libertadores, em 2001. Na ocasião, o então time comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari não teve dificuldade em golear por 5 a 0.

Cruzeiro x Real Garcilaso

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte
Data: 09 de abril de 2014, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Adrian Velez (COL)
Assistentes: Wilson Berrio e Rafael Rivas (ambos da Colômbia)

Cruzeiro
Fábio; Mayke, Bruno Rodrigo, Dedé e Egídio; Lucas Silvas, Henrique, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro; Dagoberto e Júlio Baptista
Técnico: Marcelo Oliveira

Real Garcilaso
Pretel; Joel Herrera, Maulella, Huerta e Cristian García; Retamozo, César Ortiz, Ramúa e Carlos Flores; Rodríguez e Ferreira
Técnico: Freddy Garcia