Mena, Arrascaeta, Ariel Cabral, Felipe Seymour, Riascos. Nos últimos anos, nunca se falou tanto espanhol no Cruzeiro. Somente em 2015, incluindo o camaronês Joel, seis estrangeiros passaram pela Toca da Raposa. E a tendência é a de que em 2016 esse número seja ainda maior.

Com o anúncio da contratação do meia argentino Sanchez e as negociações praticamente concretizadas com o colombiano Gustavo Cuéllar e o meia Matías Pisano, o Cruzeiro pode atingir o recorde de estrangeiros atuando juntos na história do clube.

Esse alto número de gringos na Toca II, no entanto, pode criar problemas para a equipe estrelada. Segundo o Regulamento Geral de Competições da CBF, os times conseguem incluir nas súmulas das partidas até cinco atletas estrangeiros. Diante disso, o Cruzeiro pode ser obrigado a deixar jogadores nascidos em outros países fora de compromissos oficiais.

Contudo, a tendência é que esse número possa diminuir. Sem espaço no time, o lateral esquerdo Mena e o atacante Joel dificilmente permanecerão no clube em 2016.O primeiro tem proposta do Boca Juniors, da Argentina. Já Joel desperta o interesse do futebol chinês, além do Coritiba.

Sucesso e insucesso

A aposta do Cruzeiro no mercado sul-americano não é novidade no clube, que possui um longo histórico de estrangeiros que defenderam a camisa celeste com sucesso.

Em um passado recente, a Raposa contratou vários jogadores de países vizinhos, que deixaram saudade na China Azul, como o lateral esquerdo Sorín, o meia Montillo e o atacante Marcelo Moreno, maior artilheiro estrangeiro da história do clube, com 47 gols.

Entre os anos de 1971 e 1974, o zagueiro argentino Roberto Perfumo se consagrou como o atleta que mais atuou com a camisa do Cruzeiro – 138 partidas.

Mas também houve jogadores que não deixaram saudades à torcida. O volante argentino Prediger, por exemplo, chegou em 2010, mas não atuou em nenhuma partida e foi embora. Já o colombiano Diego Arias apareceu em 2012 com status de atleta de seleção, mas atuou somente três vezes e também deixou a Toca da Raposa.

O colombiano Javier Reina, contratado em 2008, e o atacante equatoriano Guerrón, apresentado em 2009, também não tiveram sucesso. No pacotão do ano passado, por exemplo, apenas o meia argentino Ariel Cabral e o atacante uruguaio Arrascaeta terminaram 2015 em alta com a torcida e no time titular.

Mena foi reserva de Fabrício em boa parte da temporada, enquanto o volante Felipe Seymour e o atacante Riascos foram emprestados ao Vasco. Já Joel teve um ano marcado por constantes lesões.
 

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