A queda do Cruzeiro no returno está diretamente ligada ao fraco desempenho dos atacantes. Na realidade, desde que o setor ofensivo parou de funcionar, marcando apenas um gol nas últimas cinco rodadas, o time celeste passou a amargar um jejum de vitórias, somando quatro derrotas e um empate no Campeonato Brasileiro.

Nesse período, o único atacante a balançar a rede foi Wallyson, na derrota para o Sport, por 2 a 1, na Ilha do Retiro, em Recife, ainda pela 23ª rodada.

O jejum de gols ficou ainda mais evidenciado nos jogos contra São Paulo e Figueirense, quando a equipe estrelada passou em branco e acabou derrotada. No domingo passado, no Morumbi, caiu por 1 a 0, e no Orlando Scarpelli, no último dia 12, perdeu por 2 a 0 para um time que ocupa a zona de rebaixamento.

Revés em casa

A falta de pontaria dos atacantes começou no revés para o Botafogo. Na derrota por 3 a 1, no Independência, na 22ª rodada, Tinga marcou o gol azul. No empate por 1 a 1 com o Vasco, na 25ª rodada, os atacantes fracassaram, desperdiçando várias chances, e coube a Renato Silva marcar, contra, para o Cruzeiro.

Antes dessa apatia ofensiva, que contagiou ainda o meia Montillo, os atacantes demonstravam mais capricho nas finalizações. No triunfo sobre o Atlético-GO, por 2 a 0, pela 20ª rodada, a dupla formada por Borges e Wellington Paulista balançou as redes. No jogo seguinte, contra o Náutico, mais uma vitória, desta vez por 3 a 0, e novamente com gols desses dois atacantes.

Bom começo

O desempenho do ataque causa preocupação quando comparado com o início do Brasileirão. Nas sete primeiras rodadas do nacional, Wellington Paulista foi o destaque do time, com quatro gols marcados.

Para tentar melhorar o rendimento do setor, o técnico Celso Roth pode contar com o argentino Martinuccio, que deve ficar à disposição contra o Internacional, sábado, às 18h30, no estádio do Melão, em Varginha.