Ídolos no Cruzeiro durante a estadia dentro do gramado e, agora, na busca por identificar novos craques para o time. O meio-campista Zé Carlos (19 anos no clube) e o goleiro Raul Plassmann (14, na Raposa), hoje, convivem com funções administrativas no time celeste e misturam o carinho pelo clube com a dedicação profissional para fazer a equipe ainda maior. Dos 92 anos da Raposa, esta dupla, somada, esteve presente em 33.

Raul chegou aos celestes em 1966. Foi campeão da Taça Brasil daquele ano e depois brilhou na conquista da Libertadores, em 76. Títulos cantados em versa e prosa pela nação estrelada. Os anos se passaram, mas o carinho pelo Cruzeiro não acabou. Em 2010, depois de 32 anos, retornou ao clube que o projetou para o futebol, desta feita como coordenador técnico das categorias de base. E é o amor pelo clube que Raul tenta passar para os jovens que buscam seu espaço no futebol profissional.

"Nós, que temos este tempo todo de trabalho no clube, temos identificação com o Cruzeiro. Quem chega, por mais que queira, ele não tem envolvimento pessoal, é um laço profissional de início. Uma coisa mais seca, não que seja ruim. Nós temos aquela coisa a mais, e tentamos passar isso para os meninos. Você tem que trabalhar pelo objetivo de ganhar dinheiro, mas sem perder a consideração e o reconhecimento pelo empregador. Fazer o trabalho com amor e dedicação, que sempre vai funcionar", disse o ex-goleiro, famoso pela camisa amarela.

Parceiro de Raul nas importantes conquistas, Zé Carlos também quer formar ídolos, tal como ele foi. Mas o trabalho é um pouco diferente. O ex-meia trabalha na captação de jogadores e já indicou aos celestes joias do nível do goleiro Gomes, campeão brasileiro e da Copa do Brasil em 2003.

"Você jogou pelo clube e, depois, trabalha no time de coração? Isso é fantástico, aumenta a autoestima. Eu vi o clube crescer, vi muita coisa se tornar realidade. Fico feliz de trabalhar em um clube que eu gosto", disse Zé Carlos, que promete esforço para ajudar ainda mais no crescimento da Raposa.

Raul revela o motivo de todo dia trabalhar com prazer na Raposa: a identificação com o clube que o emprega gera uma satisfação que é semelhante a estar ao lado da sua família.

"Trabalhar em um local que você gosta. É um fator que contribui muito para ter sucesso. É a mesma coisa que trabalhar em família. Tem um envolvimento extra e traz uma contribuição muito grande. A partir do momento que você conhece o clube... Você sabe as origens, conhece o hino, sabe o que cada palavra do hino quer dizer... As pessoas que você trabalhou há muito tempo ainda estão lá. É uma satisfação", concluiu o ex-goleiro.

Parceiro de Raul nas importantes conquistas, Zé Carlos também quer formar ídolos, tal como ele foi. Mas o trabalho é um pouco diferente. O ex-meia trabalha na captação de jogadores e já indicou aos celestes joias do nível do goleiro Gomes, campeão brasileiro e da Copa do Brasil em 2003.

"Você jogou pelo clube e, depois, trabalha no time de coração? Isso é fantástico, aumenta a autoestima. Eu vi o clube crescer, vi muita coisa se tornar realidade. Fico feliz de trabalhar em um clube que eu gosto", disse Zé Carlos, que promete esforço para ajudar ainda mais no crescimento da Raposa.

 

ze carlos

Zé Carlos é recordista de jogos na Raposa