A Justiça mineira concedeu mais um prazo para o delegado Felipe Fonseca Perez concluir o inquérito sobre a morte do estudante Gabriel Oliveira Maciel, de 17 anos. O adolescente foi encontrado sem vida em uma vala, em Viçosa, na Zona da Mata, em março deste ano. Agora, o delegado tem até 17 de setembro para desvendar o caso.
 
A Polícia Civil informou que o delegado continua fazendo as diligências e colhendo depoimentos. Contudo, detalhes da investigação não foram detalhados.
 
Relembre o caso
 
Gabriel Oliveira Maciel, de 17 anos, saiu de casa, em Ponte Nova, na Zona da Mata, para ir a um sítio, em São José do Triunfo, distrito de Viçosa, em 6 de março, onde participaria de uma calourada promovida pela república Qkické. Ele foi visto pela última vez, na madrugada de 7 de março, andando sozinho pela rodovia que liga o distrito de São José Triunfo e Viçosa. 
 
Uma suposta namorada do adolescente, de 19 anos, estudante da Universidade Federal de Viçosa (UFV), teria recebido uma mensagem de voz do jovem por volta das 6 horas do dia 7. Na mensagem, Gabriel diz “dá para a gente ir de carro” e outro homem responde “boto fé”.
 
Desde então, ninguém teve notícias do adolescente. O corpo só foi localizado na tarde de 9 de março, em uma vala, em uma região conhecida como Fundão, em uma área da UFV. O cadáver estava nu e em estado de decomposição. 
 
Em nota, a UFV lamentou a violência contra Gabriel. Segundo a instituição, o corpo dele foi encontrado nas proximidades da BR-120, a cerca de cinco quilômetros do campus Viçosa. A universidade alegou que o local é uma área experimental, onde são realizadas atividades somente durante o dia. “Em função disso, a vigilância atua por meio de ronda, não permanecendo ali 24 horas”, disse. 
 
“A festa aconteceu fora da universidade, em uma propriedade particular. Qualquer fato ocorrido durante esses eventos, que não são realizados no campus universitário, é de responsabilidade de seus organizadores”, afirmou, em nota. A UFV ressaltou ainda que Gabriel não era aluno da instituição.