Ele nunca foi unanimidade na China Azul. No final da temporada passada, esteve perto de sair da Toca da Raposa. Afinal, a concorrência era forte, acirrada com a chegada de Manoel, contratação mais badalada da temporada no Cruzeiro. As propostas, porém, não agradaram o zagueiro Léo, de 26 anos.

Paciente, esse mineiro de Belo Horizonte e torcedor da equipe celeste desde menino soube aguardar sua oportunidade. Hoje, é uma das peças chaves no esquema de Marcelo Oliveira.

Ele é o defensor que mais atuou pelo time no Brasileirão. Foram 16 partidas como titular. Desde o retorno após a Copa do Mundo, Léo só não jogou a partida de ida contra o Santa Rita-AL, pela Copa do Brasil, por opção do Marcelo Oliveira, que resolveu poupá-lo.

A volta por cima é considerada um título pelo camisa 3. Há quatro anos no Cruzeiro, por muitas vezes, Léo acabou ficando como opção no banco de reservas. Nesse período, estufou as redes adversárias em 13 oportunidades. Pela Raposa, conquistou dois Mineiros (2011 e 2014) e o Campeonato Brasileiro do ano passado.

“Sempre esperei meu momento de alcançar a titularidade. Estou no Cruzeiro há 4 anos e já fui titular algumas vezes, reserva em outras. Tive bons momentos, outros ruins e tempos de superação. Mas agora está tudo muito bom, e esse reconhecimento é muito bom”, comemora.

Problemas

A lateral esquerda virou um grande problema para o técnico Marcelo Oliveira. Depois de perder Egídio e Samudio, machucados, o treinador pode ficar também sem Ceará, que joga pela direita e era alternativa para o setor contra o Bahia, nesta quinta-feira (11), às 20h30, no Mineirão.

O jogador reclamou de cansaço muscular e caso não se recupere a tempo, Marcelo terá que buscar outra opção. Uma delas seria improvisar o zagueiro Alex ou o volante Willian Farias. Na base, ele tem Bruno e Antônio Carlos, que são jogadores da posição.