Que o susto de arriscar ver o Cruzeiro levantar a taça de campeão brasileiro longe do Mineirão tenha servido de lição. Acusada de se envolver em uma briga com a Pavilhão Independente, que por pouco não custou a perda do mando de campo na decisão contra o Grêmio, a diretoria da Máfia Azul anunciou mudanças.

Para tentar ajudar a identificar os torcedores que provocam tumultos nos estádios, a maior torcida organizada da Raposa iniciou um recadastramento de todos os seus sócios. “A partir de agora, o associado terá que trazer foto, comprovante de endereço, CPF e identidade. Assim, quando a Polícia Militar divulgar as imagens de qualquer problema, nós teremos condições de identificar estas pessoas e colaborar com as investigações”, afirma o advogado da Máfia Azul, José Augusto Medeiros.

Quem não levar os documentos exigidos perderá o direito de viajar com o grupo, participar das festas. Também vai perder descontos nas compras de qualquer material da organizada. A medida começou a valer no último sábado e até o fim da tarde de quinta-feira (31) já tinha cerca de mil recadastrados

“Queremos identificar aqueles que não são torcedores de verdade. Quem vai ao estádio para brigar está prejudicando a nossa torcida, que tem mais de 80 mil sócios, e o próprio clube”, completa José Augusto.