Da confiança à preocupação, da euforia às lamentações, de elogios às críticas. O técnico Rogério Ceni já vivenciou um misto de emoções em apenas um mês de Cruzeiro, completado nesta quarta-feira (11). 

Com um cenário difícil na Copa do Brasil e preocupante no Campeonato Brasileiro, Ceni foi anunciado como novo comandante do time celeste no dia 11 de agosto. Depois da eliminação no torneio de formato mata-mata para o Internacional, restou o Brasileirão e a luta contra o rebaixamento.

É possível perceber que Ceni trouxe paz para o Cruzeiro e resgatou o futebol de alguns jogadores, como Thiago Neves, nas primeiras semanas. Mas tudo caiu por terra após a eliminação da Copa do Brasil há uma semana, e a relação com o próprio camisa 10 ficou conturbada. 

Mesmo com o momento ruim, boa parte da torcida do Cruzeiro tem poupado Ceni nos protestos e dado apoio ao comandante. 

Confira a linha do tempo de Rogério Ceni desde a sua chegada:
 

11 de agosto – Cruzeiro anuncia Rogério Ceni

O treinador foi anunciado em um domingo, horas antes do jogo contra o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro. A escolha foi elogiada por boa parte da torcida. O técnico assinou contrato até o fim de 2020. 
 

13 de agosto – Chegada em BH sem torcedores 

Ceni chegou em BH às 6h30 de uma terça-feira sem a presença de torcedores. O técnico prometeu um time rápido e agressivo, sem descontruir o trabalho de Mano Menezes. 
 

14 de agosto – Primeira conversa com Thiago Neves

Antes do segundo treino no Cruzeiro, Ceni teve uma rápida conversa com Thiago Neves, que vivia (vive) má fase com a camisa celeste.
 

18 de agosto – Estreia com mudanças, vitória e euforia

O primeiro jogo da Era Ceni aconteceu contra o Santos, no Mineirão. A vitória por 2 a 0 contra o então líder do Brasileirão encheu os cruzeirenses de esperança. O técnico surpreendeu na primeira escalação. Fabrício Bruno, Dodô como volante, David e Pedro Rocha como “falso 9” foram algumas surpresas na equipe 
 

21 de agosto – Thiago Neves elogia Ceni

“Agora estou jogando do jeito que gosto”. O autor da frase é Thiago Neves. O armador revelou que em algumas ocasiões em que Mano Menezes era treinador, jogou no sacrifício. Além disso, deixou claro que pode render mais com a estratégia proposta por Ceni, como ficou evidenciado nos 2 a 0 em cima do Santos.
 

25 de agosto – Empate lamentado contra o CSA

Com uma escalação ousada, com apenas um volante de origem, o Cruzeiro ficou no empate em 1 a 1 contra o CSA, em Alagoas. Depois de um bom primeiro tempo, a Raposa caiu de produção na etapa final e cedeu o empate nos acréscimos do jogo. 


1º de setembro – Vitória suada sobre o Vasco

Apesar da atuação não ter sido boa, o Cruzeiro venceu o Vasco por 1 a 0, no Mineirão, e deu uma respirada na briga contra o rebaixamento. O triunfo aumentava a confiança da equipe para o duelo decisivo contra o Internacional, pela semifinal da Copa do Brasil. 


4 de setembro – Cruzeiro goleado pelo o Inter; euforia vira lamentações

A eliminação da Copa do Brasil depois de derrota acachapante para o Internacional por 3 a 0, no Beira-Rio, pela semifinal da Copa do Brasil, simbolizou as primeiras críticas da Era Ceni. O revés atenuou uma crise no vestiário cruzeirense. 


4 de setembro – Thiago Neves critica Ceni

Após a eliminação, o armador Thiago Neves, em entrevista à Rádio Itatiaia, deixou claro a insatisfação com a escalação de Ceni para o confronto contra o Inter. “Mudar três ou quatro jogadores é muita coisa, ainda mais de um time já formado. Improvisar jogador é difícil, ainda mais quem não vem jogando (referindo-se ao volante Jadson, escalado na vaga de Orejuela). Com o primeiro gol, o time sentiu”, afirmou o armador celeste. 

Em entrevista coletiva, Ceni respondeu: “Sobre o Jadson, o Edilson deu uma entrevista na segunda-feira, dizendo que tinha poucos minutos de jogo, que estava voltando de lesão. O último jogo completo do Edílson foi no dia 12 de maio. Vamos completar quatro meses que o Edílson não joga 90 minutos. Ele deu uma declaração que precisava de mais minutos, era um jogo decisivo. Eu ao menos quis colocar um jogador que eu treino com ele nessa posição e ele tem a condição para aguentar 90 minutos”, explicou o treinador. 


6 de setembro – Ezequiel: primeiro e único reforço da Era Ceni

Emprestado pelo Botafogo e reserva nas últimas partidas do Sport, que disputa a Série B do Brasileiro, o atacante Ezequiel foi apresentado na Toca da Raposa II como o primeiro e único reforço da Era Ceni. O jogador foi indicado pelo treinador, que desde os tempos em que era comandante do Fortaleza observava o atacante.


8 de setembro – Crise sem fim: Cruzeiro é goleada em casa pelo Grêmio

A manhã do último domingo é para o cruzeirense tentar esquecer. O time celeste foi derrotado com muita facilidade pelo Grêmio por 4 a 1, no Independência. Após o jogo, a torcida realizou protestos direcionados para alguns jogadores, como Thiago Neves e Edilson. 


8 de setembro – Ceni envergonhado, abatido e pedindo respaldo

Enquanto a torcida fazia protestos do lado de fora do Independência, Ceni concedia entrevista coletiva após a derrota para o Grêmio. O treinador estava abatido e envergonhado. Destacou que mudanças seriam feitas e pediu respaldo da diretoria. Caso contrário, não faria sentido continuidade no clube. 


9 de setembro – Protestos da torcida; Ceni é poupado

O nome de Rogério Ceni era o mais comentado no twitter após a derrota para o Grêmio. Mesmo depois de sofrer duas goleadas seguidas, a hashtag #fechadocomCeni predominou nas redes sociais. 

A torcida continuou com protestos. Na Sede do Cruzeiro, no Barro Preto, membros da diretoria foram alvos das manifestações. Thiago Neves, Edilson, Egídio e David foram os jogadores criticados. 
 

10 de setembro – Mais protestos na Toca; Ceni fecha treino

A semana de protestos, como prometeu o comando da maior torcida organizada do Cruzeiro, a Máfia Azul, seguiu firme. Na tarde desta terça-feira, dia da reapresentação dos jogadores após a goleada por 4 a 1 para o Grêmio, dezenas de torcedores compareceram à porta da Toca II para se manifestar contra o momento ruim do clube. O treinador cruzeirense fechou o treino para a imprensa. Alguns jogadores podem fazer uma espécie de “intertemporada”. 
 

10 de setembro – Diretoria confirma respaldo a Ceni

Total apoio da cúpula do Cruzeiro ao técnico Rogério Ceni. Assim foi a tônica da entrevista coletiva de Marcelo Djian, na tarde desta terça-feira em meio a protestos que aconteciam em frente à Toca II. O presidente Wagner Pires de Sá também “apareceu” e declarou apoio ao treinador. Entretanto, a aparição do mandatário aconteceu por meio de um vídeo institucional.


11 de setembro – Ceni busca paz no Cruzeiro

Nesta quarta-feira à tarde, Rogério Ceni comanda mais um treino visando o jogo contra o Palmeiras, sábado (14), às 19h, no Allianz Parque. A tendência é que o treinador feche o treino novamente para a imprensa. Fica a expectativa se realmente alguns jogadores farão o que o treinador chamou de “intertemporada”.