Formado na Toca da Raposa, o goleiro Rafael sofre com a falta de chances no time titular, uma vez que é o reserva do maior ídolo do Cruzeiro. Mas, nesta quarta-feira (9), o jogador que já está com 26 anos mostrou que está apto a substituir o capitão Fábio, ao defender um pênalti nos minutos finais e garantir a vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR, de virada, pela Copa Sul-Minas-Rio.

"Feliz demais de poder não apenas ter feito a defesa (pênalti), mas ter feito um jogo seguro. Espero que todos tenham visto que, quando o Fábio, que é ídolo, não puder jogar, podem contar comigo. Sempre venho trabalhando, e vou fazer o máximo para suprir a ausência dele e fazer um bom trabalho", afirmou à rádio Itatiaia após a partida.

Depois de cinco anos nas categorias de base, Rafael estreou no time profissional em maio de 2008. De lá para cá, fez apenas 36 partidas como titular do Cruzeiro, média pouco superior a quatro jogos por ano.

Sobre o pênalti desperdiçado por Nikão (ex-Atlético), o reserva de Fábio dividiu os méritos com o treinador de goleiros Robertinho. "Acho que muito disso eu tenho que agradecer a ele, que está ali diariamente trabalhando com a gente e cobrando. Devo muito a ele", afirmou.

"Estudamos os batedores deles (Atlético-PR), as cobranças deles, já tínhamos conversado antes do jogo. Deu certo, fiz a defesa e pude ajudar mais uma vez o Cruzeiro, que é o mais importante", concluiu.