Os órgãos de segurança de Belo Horizonte preparam um esquema especial para o jogo entre Cruzeiro e Palmeiras, neste domingo, às 16h, no Mineirão. Nessa sexta-feira (6), representantes das Polícia Militar e Civil, do Ministério Público e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais se reuniram para discutir estratégias de segurança para a partida cercada de tensão, que pode resultar no rebaixamento da Raposa. 

O Major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar, garante que o duelo terá um esquema parecido com os clássicos. Não foi informado quantos agentes da corporação trabalhará neste domingo. 

“Nós não falamos sobre efetivo integrado como uma forma de estratégia. O que eu posso garantir para você é que o empenho será semelhante a de um Atlético e Cruzeiro em final de campeonato. Baseado em um jogo peculiar, o Cruzeiro com dificuldade grande vai chamar muita torcida e, dependendo do resultado, podemos ter insatisfação”, destacou Santiago.

Cruzeiro

No último clássico entre Raposa e Galo no Mineirão, no dia 9 de novembro, a polícia teve dificuldades para conter uma série de confusões entre cruzeirenses e atleticanos. Foram vistas cenas de selvageria no estádio. 

O temor dos órgãos de segurança estão relacionados com várias questões. A possibilidade de queda da Raposa pode gerar revolta dos cruzeirenses. Além disso, existe uma rivalidade entre torcidas do Cruzeiro e Palmeiras, que tem ligação com organizadas do Atlético. 

Preocupado com possíveis confusões, o clube estrelado pediu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para que o jogo fosse realizado com torcida única. O Cruzeiro alegou as últimas confusões ocorridas no Gigante da Pampulha, nos últimos jogos da equipe celeste para justificar o pedido para que não haja a presença de torcedores do time paulista.

Mas o presidente STJD, Paulo César Salomão Filho, indeferiu, na tarde de sexta-feira (6) o pedido do Cruzeiro.