O atacante Wellington Paulista é, de longe, o jogador do Cruzeiro que mais recebeu cartões amarelos nesta temporada: dez em 22 partidas, o último deles contra o São Paulo, que o tirou da partida contra o Internacional, sábado, no Beira-Rio, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Antes tinham sido sete no Estadual.

Na comparação com defensores, o jogador, que atravessa boa fase, marcando belos gols, consegue superá-los nesse quesito negativo. O lateral-esquerdo Diego Renan recebeu oito cartões amarelos em 23 partidas, enquanto que o uruguaio Victorino levou apenas um em 20 partidas.

O volante Leandro Guerreiro que, por sua posição – e o nome não deixa dúvidas –, tem a obrigação de marcar e, por isso, costuma fazer muitas faltas, recebeu, em 20 jogos, a metade de amarelos do que o atacante.

Mas Wellington Paulista, que já marcou quatro gols no Brasileirão, leva vantagem sobre dois zagueiros: Léo, expulso duas vezes, e que recebeu oito amarelos, e Mateus que, em quatro partidas, recebeu três, tendo cumprido suspensão contra o São Paulo. Já o atacante Anselmo Ramon foi advertido duas vezes com amarelos, mas recebeu o vermelho na estreia do Brasileiro diante do Atlético-GO.

O craque do time, o argentino Montillo , que poderia até reclamar, pois é caçado pelos adversários em campo, recebeu quatro cartões em 20 jogos. Também o atacante Wallyson foi advertido duas vezes.

Por seu estilo competitivo – briga intensa pela bola – e de muita reclamação com a arbitragem, Wellington Paulista acaba sendo mais castigado e, de quebra, prejudicando o Cruzeiro. No Estadual, ele ficou fora de duas partidas, cumprindo suspensão, a mais importante na abertura das semifinais, na derrota de 3 a 2 para o América.

Antes já tinha ficado de fora da estreia na Copa do Brasil diante do Rio Branco, no Acre, por causa da expulsão na goleada de 6 a 1 sobre o Atlético, pela última rodada do Brasileiro do ano passado.

Lorenzetti

A imprensa chilena já dava como certa  na segunda-feira (2) a contratação pelo Cruzeiro do meia Lorenzetti, da Universidad de Chile. O time chileno teria aceitado a proposta de U$ 3,5 milhões (cerca de R$ 7 milhões).