Cuca dedica título mineiro à sua mãe e revela drama com a neta na véspera da decisão

Thiago Prata
@ThiagoPrata7
23/05/2021 às 11:06.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:00
 (Pedro Souza / Atlético)

(Pedro Souza / Atlético)

Em 2011, evitou o rebaixamento do Atlético. Em 2012, foi campeão mineiro e vice do Brasileiro. Em 2013, abocanhou o bi do Estadual e a inédita Libertadores. Em maio de 2021, celebra a primeira conquista da temporada. A história de Cuca no Galo é deveras vitoriosa, cheia de dificuldades, sim, e com gostinhos especiais na hora de comemorar triunfos antológicos superando as mais distintas adversidades.

O Mineiro deste ano, obtido nesse sábado (22), premia um treinador que precisou reformular a proposta de jogo do time e, em meio a uma pressão fora de campo, vivenciou um drama com sua mãe, a dona Nilde; felizmente, ela deixou o hospital após uma batalha contra a Covid-19. Não foi surpresa alguma saber a quem o comandante dedicou o título mais recente de sua trajetória pelo Alvinegro. 

“Esse título, sem dúvida alguma, eu ofereço à minha mãe, que Deus operou um milagre em por ela de volta ao nosso convívio. Não vi minha mãe desde que saí de lá. Quando der uma folga, vou dar um pulinho lá, infelizmente ainda não dá. Só mandar mensagem”, afirmou Cuca, que revelou um outro momento complicado às vésperas da decisão contra o América.

“Ontem (sexta-feira) fui concentrar, com minha neta no hospital, ela passando mal com todos os indícios dessa doença maldita (coronavírus). Uma criança de quatro anos, e a gente correndo de lá para cá, levando ela no Mater Dei, com ela passando mal dentro de carro. Difícil, a cabeça da gente vai para outro universo e volta. Você tem que voltar e concentrar os jogadores, encontrar o equilíbrio para a decisão. Junto disso teve (a situação da) minha mãe”, relatou.

Valorização

Durante a coletiva desse sábado (22), o técnico também ressaltou a importância deste quarto título defendendo as cores do clube e como foram os minutos que antecederam a final.

“Há (mais de) três meses eu estava dentro do Maracanã numa final de Libertadores (pelo Santos, contra o Palmeiras, no dia 30 de janeiro). E hoje, no Mineirão, jogando uma final de Mineiro. Se eu disser que os dois (jogos) mexem com o coração da mesma forma, você não vai acreditar. Hoje foi minha Libertadores, o Mineiro, é o que eu tenho. (Fizemos) tudo que podíamos e mais um pouco. E a responsabilidade nossa é muito grande para ser campeão. Temos a obrigação de sair campeão. Com o título, não importa da forma que foi, com duas goleadas ou dois empates, você é campeão”, disse.Pedro Souza / Atlético

Guga e Cuca ao fim do bicampeonato mineiro em sequência do Galo

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