Atlético e Cruzeiro entram em campo nesta quarta-feira (16) pressionados. Enquanto o Galo, cada vez mais longe do G-6 – e se aproximando do Z-4 – e que estreia Vagner Mancini no comando técnico do time, encara o CSA, às 19h15, no Rei Pelé, em Maceió, a Raposa, em situação desoladora, recebe o São Paulo, no Mineirão, às 21h, em jogos válidos pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clima está pesado, e o bolso, vazio (ou quase).

A chance praticamente extinta de o Atlético se classificar à Copa Libertadores e o fantasma do rebaixamento rondando a Toca II são acompanhados por derrotas financeiras das duas agremiações. Se esta edição do torneio terminasse hoje, o alvinegro receberia R$ 15,5 milhões, o que representa menos da metade do valor destinado ao campeão (R$ 33 milhões) e quase R$ 10 milhões a menos que o sexto colocado (R$ 24,7 milhões), última vaga para a principal competição sul-americana de clubes.

Do outro lado da Lagoa, o quadro é ainda mais desanimador. Se cair para a Série B, como a tabela atual aponta, a Raposa não receberá um centavo sequer. Isso porque as premiações são destinadas a 16 equipes: da campeã à 16º colocada. As quatro piores não recebem quantia alguma. Em outras palavras, um hipotético rebaixamento dos celestes implicaria também no agravamento da situação financeira do clube, que, atualmente, é periclitante, em meio a toda à crise instaurada em 2019.

O sonho acabou

O Atlético chegou a sonhar com os R$ 33 milhões destinados ao vencedor do Brasileirão. O time chegou à liderança ao fim da terceira rodada e permaneceu entre os seis primeiros em 15 jornadas.

O Cruzeiro, por sua vez, sequer teve a ilusão de integrar o G-6. A posição mais alta que a equipe obteve ao longo do campeonato foi a sétima, o que renderia R$ 23,1 milhões. Mas seria infinitas vezes melhor do que o pesadelo atual.