Quando criança, ainda na Fazenda Coité, zona rural de Alagoas, Luan contrariava a mãe, que queria vê-lo pastor, e dava os primeiros passos no futebol antes de se tornar o “Maluquinho” do Atlético. Nesta quarta-feira (16), ele voltou ao Estado e, já consagrado, como mesmo disse, deixou um gol no empate por 2 a 2 com o CSA, no Rei Pelé, palco em que na infância sonhava em jogar.

Emocionado após o confronto da 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 27 deixou de lado a frustração por mais um jogo sem vitórias - o Atlético não vence há cinco rodadas -, para estravazar a emoção vivida em Maceió.

"Agradecer a Deus. Saí de uma cidadezinha no interior de Alagoas. Pra sair de lá haja força de vontade, maturidade, cabeça. Saí de Alagoas, criei um nome aqui (Atlético). Para mim é emocionante voltar à minha terra depois de 13 anos e fazer um gol. Não foi fácil. Onde eu cheguei hoje foi fruto do meu trabalho", comentou, emocionado.

"Nada melhor do que vir aqui e fazer um gol. Tive o sonho de jogar aqui desde pequeno, não consegui. Queria a vitória, por isso saí chateado, dando tapa no chão, na placa. A vitória não veio, mas o ponto é importante. Feliz pelo gol. Agora é melhorar a cada dia. Temos o Santos em casa, depois o São Paulo no Morumbi. Agradecer a Deus, fiz o gol na minha terra", acrescentou.

Na Fazenda Coité, ainda pequeno, Luan sempre observava os primos que, segundo ele,  jogavam muito. O baixinho, naquela época, era encarregado por levar as chuteiras pra eles.

"A gente jogava com trave de tijolo. Minha mãe me batia, porque não queria que eu fosse jogador de futebol. Queria que eu fosse pastor. Tinha um padrasto violento, e ela sofria muito com isso. O falecimento da minha avó, em 2004, me fortaleceu muito. Fui embora e prometi dar uma casa e uma vida legal para minha mãe. Tudo isso eu cumpri com ela. Todas as promessas que fiz ainda quando criança", contou em entrevista ao Hoje em Dia, concedida em julho de 2016.