Preparador físico ou um agente secreto infiltrado no mundo da bola? Gente fina e bom de prosa, o belo-horizontino Dener Azevedo, de 52 anos, coleciona histórias dentro e fora do futebol. A última façanha, inclusive, foi ajudar a Patrocinense a sair da lanterna e ir às quartas de final do Campeonato Mineiro deste ano. Ele integrou a comissão técnica de Wellington Fajardo na competição estadual.

Fazer as equipes "voarem" em campo, sua principal função, o faz voltar ao túnel do tempo e lembrar da época em que tinha como atribuição cuidar da manuetenção de aeronaves das Forças Áereas Brasileiras (FAB); trabalho este que, assim como o de hoje, exigia toda atenção e cuidado.

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Com passagens por vários clubes do interior, como Guarani de Divinópolis, Nacional de Nova Serrana, Villa Nova e Coimbra, Dener também foi árbitro profissional do quadro da CBF - quando atuou ao lado de Antônio Willian Gomes, Márcio Resende Freitas e companhia - e seguiu carreira militar antes de ingressar no mundo do futebol e de se formar em Educação Física.

"Era o ano de 1983 quando ingressei na Forca Aérea Brasileira. Lá eu tive meu primeiro contato com a formação militar básica. Trabalhei na área de manutenção de aeronaves. Na FAB tive os primeiros contatos com a educação física e o esporte", conta Dener ao Hoje em Dia.

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"Terminado o tempo na FAB prestei concurso público para  Polícia Militar Rodoviária. Servi durante muitos anos patrulhando as rodovias mineiras. Lá fui empregado durante alguns anos no corpo docente da Unidade, como monitor de educação física e esportes. Foi nos campeonatos internos da polícia que dei os primeiros passos como árbitro de futebol", acrecenta o hoje Mestre em Fisiologia do Exercício.

Atualmente sem clube, Dener aguarda por uma nova oportunidade e, inquieto por natureza, afirma estar se preparando constantemente para alçar novos voos na carreira. 

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