A saída de Alexandre Mattos do cargo de diretor de futebol do Atlético, oficializada na manhã desta segunda-feira (4), aumentou o rodízio de profissionais que exerceram a função nos últimos quatro anos. Desde junho de 2017, quando Eduardo Maluf faleceu, vítima de câncer, outros seis nomes desempenharam o papel no clube.

Mais longevo e com mais títulos entre todos os seus sucessores, Maluf estava no cargo desde 2010, naquela que foi sua segunda passagem pela instituição.

No período, participou das conquistas do Campeonato Mineiro (2000, 2012, 2013, 2015 e 2017), da Copa Libertadores (2013), da Recopa Sul-Americana (2014) e da Copa do Brasil (2014).

Seu sucessor foi André Figueiredo, então funcionário da base do Alvinegro, que foi promovido ao cargo em julho daquele ano. Entretanto, ele retornou às funções anteriores no mês seguinte, após uma passagem conturbada pelo time de cima.

Para finalizar a temporada, o então presidente Daniel Nepomuceno deslocou provisoriamente Domênico Bhering, diretor de comunicação do clube, para a função, a qual exerceu entre setembro e dezembro de 2017.

Em janeiro do ano seguinte, já sob a gestão de Sette Câmara, o escolhido para a diretoria de futebol foi Alexandre Gallo, que também já havia tido passagens pelo clube como jogador e treinador. O expediente do dirigente na Cidade do Galo se encerrou em outubro daquele ano, após muitas cobranças por parte da torcida atleticana.

Para o lugar de Gallo, outro ex-atleta. Ídolo da torcida, Marques foi alçado ao cargo até abril de 2019, quando se tornou gerente de futebol.

A mudança de função do ex-atacante se deu em razão da contratação de Rui Costa. Com o currículo mais experiente em relação a seu antecessor, Costa foi o diretor de futebol do Atlético de abril de 2019 a março de 2020, sendo demitido após a eliminação do Galo para o Afogados-PE, na segunda fase da Copa do Brasil.

Indefinição

A mudança no comando do futebol do Atlético surpreendeu até o próprio Alexandre Mattos, que tinha contrato com o clube até dezembro deste ano.

De acordo com Mattos, a alteração se deu pelo fato de a nova diretoria, liderada pelo presidente Sérgio Coelho, empossada nesta segunda, desejar trabalhar com outros colaboradores.

A cúpula alvinegra ainda não revelou se vai trazer um substituto para Mattos ou se vai promover alterações na estrutura do futebol do clube.

Independentemente do cargo que poderia ocupar, Rodrigo Caetano, que deixou a diretoria de futebol do Internacional há poucos dias, aparece como nome forte nos bastidores do Galo para compor o departamento de futebol em 2021.