Dia 18 de julho. Provavelmente este será o dia da despedida oficial de Ronaldinho Gaúcho dos gramados. E o palco escolhido pelo Bruxo será o mesmo onde ele conquistou seu maior título pelo Atlético, a Libertadores de 2013, e que sediou o último jogo do craque sob o mando preto e branco: o Mineirão.

Segundo apurou o Hoje em Dia, a partida será entre Amigos do R10 e Seleção do Galo e deverá acontecer no período da tarde, provavelmente às 16h.

Está em pauta a confecção de uma camisa especial, visando esta data. Seria um traje limitado, com o número 49, utilizado pelo Bruxo durante o Campeonato Brasileiro de 2012.

Felipe Araújo e Ferrugem devem subir ao palco da Esplanada, em um show para 3 mil pessoas.

Em contato com a reportagem, porém, a diretoria do Galo desconhece a festa e disse que não foi procurada pelos organizadores do evento, que incialmente estava marcado para 2019.

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Ronaldinho Gaúcho é um dos grandes heróis da história do Atlético e um dos principais responsáveis em recolocar o Galo no mapa das grandes conquistas. Em meados de 2012, chegou discreto, bem no jeitinho mineiro de ser, à Cidade do Galo, sendo apresentado como reforço da Era Alexandre Kalil em 4 de junho daquele ano.

Dali em diante, mostrou ao Brasil e ao mundo seu repertório de mágicas, desde gols antológicos – entre eles aquele de placa no empate em 2 a 2 com o Cruzeiro, em que arrancou antes do meio de campo, foi fazendo fila e finalizou a pintura com um toque seco no canto esquerdo do goleiro Fábio –, a episódios em que incorporou o espírito da raça alvinegra, institucionalizando o “Aqui é Galo”, na vitória por 2 a 1 em cima do São Paulo, nas oitavas da Libertadores de 2013.

De 49, voltou a reinar com a 10 em 2013, ao abocanhar a Liberta e também o Mineiro, em que anotou o tento do título sobre os celestes, no Mineirão.

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O Gigante da Pampulha se transformou no ‘Salão de Festas’ do craque e também recebeu o último jogo do camisa 10 pelo Galo, em 23 de julho, dia em que celebrou o título da Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, quase um ano depois do título da Libertadores.

Se o Mineirão traz boas recordações, imagine o Independência, onde o Bruxo nunca perdeu com a camisa atleticana. Em 40 duelos, foram 27 vitórias e 13 empates, fazendo jus ao lema “Caiu no Horto, tá morto!”. No retrospecto geral, o meia computa 88 embates e 28 gols pelo clube.

Cidadão Honorário de Belo Horizonte, R10 recebeu outras várias homenagens, assim como homenageou a Massa com títulos e provas de amor eterno, como ele próprio fazia questão de ressaltar. “Deus me deu a sorte de vir jogar em um clube onde a torcida é mais que apaixonada”, disse o maior 10 da história do Galo.

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