Os atletas africanos dominaram a 91ª Corrida Internacional de São Silvestre e agora vão encarar um desafio maior para que possam voltar a competir no Brasil antes do último dia de 2016. Os corredores que foram ao pódio em São Paulo na última quinta-feira (31) sonham com a classificação para a maratona da Olimpíada do Rio, mas reconhecem que se trata de um desafio complicado.

Vencedor da São Silvestre com a marca de 44min31, o queniano Stanley Biwott também ganhou a edição de 2015 da Maratona de Nova York tentará faturar a vaga olímpica, mas destaca a alta competitividade entre os atletas do seu país como um empecilho.

"Para o momento, vou apenas treinar para a próxima temporada. No Quênia, é muito difícil classificar para a maratona (da Olimpíada). Diversos atletas correm para 2h04. Meu plano é representar o meu país no ano que vem, no Rio, se eu for selecionado, mas não tenho certeza (risos). Vou tentar e, se conseguir, ficarei muito feliz", declarou Biwott.

O etíope Feyisa Lilesa, que ficou em terceiro lugar na São Silvestre, também ressaltou ter forte concorrência na luta para se classificar. "Eu queria vir para a maratona, mas há muitos atletas na Etiópia que correm para 2h05, 2h06, é difícil. Se eu conseguir esse tempo, posso vir, mas não tenho certeza", disse.

Já o queniano Edwin Kipsang, que foi o quarto colocado da São Silvestre após ser campeão em 2012 e 2013, foi sincero e admitiu que a vaga na maratona da Olimpíada não é o seu objetivo nesse momento. "Agora, não dá para tentar a maratona, não", afirmou.

Segundo colocado na São Silvestre, o etíope Leul Gebresilase tem a meta de competir nos Jogos do Rio, mas não na maratona. "Eu vou para a Olimpíada para competir nos 5km ou 10km", comentou.