Dezenove dias depois do incêndio que provocou a morte de dez jogadores da base do Flamengo e deixou outros três feridos, a Prefeitura do Rio interditou nesta quarta-feira, (27),  o CT do clube, conhecido como Ninho do Urubu.

A interdição foi confirmada depois que fiscais da prefeitura, acompanhados por policiais da Guarda Municipal, visitaram pela manhã o local, que fica na zona oeste da capital fluminense. E esta medida tomada pelas autoridades significou o cumprimento de uma ordem que já havia sido determinada anteriormente pelo município em 2017.

No edital no qual ordenou a interdição do CT do Flamengo, que foi publicado no dia 24 de outubro de 2017 e foi afixado novamente nesta quarta-feira para cumprimento da medida por parte do clube, a Prefeitura do Rio informou que o CT não possui o "competente alvará de licença para estabelecimento".

No último dia 15, após reunião com representantes do Ministério Público do Rio (MP-RJ), da prefeitura e outros órgãos de fiscalização, o Flamengo já havia sido informado que a prefeitura iria refazer a ordem de interdição ao Ninho do Urubu, que não foi cumprida pela gestão anterior do clube, em 2017.

Antes disso, no dia 12, uma vistoria realizada por diversos órgãos do Estado e do Município do Rio identificou irregularidades no CT do Flamengo. Três quadros de luz foram interditados e foram constatados também problemas "de ordem sanitária".

E todas as questões em situação de desconformidade perante as normas da legislação trabalhista estavam em áreas dedicadas à base ou a funcionários do clube. "A área dedicada aos (jogadores) profissionais estava em condições muito melhores", afirmou o superintendente regional do Trabalho no Estado do Rio de Janeiro, Alex Bolsas, ao comentar a vistoria no último dia 15.

Antes de fechar o CT do Flamengo, a Prefeitura do Rio já havia interditado os CTs do Fluminense e do Vasco, além do alojamento do estádio de Caio Martins, em Niterói.