Um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, Dirceu Lopes se emocionou ao falar sobre sua trajetória na Raposa, no dia em que o clube completa 100 anos de existência.

Com 610 jogos e 223 gols com a camisa celeste, de acordo com o portal CruzeiroPédia, o "Príncipe", como é conhecido pelos cruzeirenses, é o terceiro jogador que mais vestiu a camisa estrelada, e o segundo maior artilheiro.

Aos 74 anos, Lopes participou da live do centenário, veiculada no Youtube, na noite deste sábado (2). Visivelmente emocionado, Dirceu lembrou do começo da sua história no futebol e na Raposa.

"Eu me sinto um privilegiado, estou profundamente emocionado. Vou tentar, ver se consigo transmitir um pouco da minha emoção. Eu tive a felicidade de por 14 anos vestir essa camisa. Sou muito grato a Deus, porque quando menino, em Pedro Leopoldo, eu pedi em minhas orações, que ele me fizesse jogador do Cruzeiro. Então, somente para ter esse sonho de menino e poder ajudar a minha família a ter um conforto. Jamais poderia imaginar, eu e todos nós que participamos nessa época, que fossemos transformar o Cruzeiro, até então um clube caseiro, terceiro de Minas Gerais, em um clube nacionalmente conhecido, e posteriormente no mundo inteiro", completou o ex-meia-atacante.

Humildade e gratidão

Com lágrimas nos olhos, Dirceu Lopes também contou  uma situação corriqueira vivida com os cruzeirenses.  

"Muitas vezes algum torcedor, sempre me tratando com muito carinho, com uma certa piedade, vamos dizer assim, vem e me diz que eu nasci na época errada do futebol, que se eu tivesse nascido hoje, estaria rico. Eu sempre respondo que eu não sou rico, sou milionário, por Deus ter atendido todas as minhas preces".

Com a camisa celeste, o ex-jogador conquistou a Taça Brasil (1966), a Libertadores (1976) e o Campeonato Mineiro (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974 e 1975).

Os feitos o fizeram ter a idolatria do torcedor celeste. Tal tratamento, inclusive, também foi citado por Dirceu Lopes durante a live.

"É o sentimento que eu carrego dentro do meu peito. As vezes fico me perguntando se eu sou merecedor de tudo aquilo que o torcedor do Cruzeiro tem para comigo. Já fazem mais de 40 anos que eu me afastei dos gramados, até hoje, toda e qualquer parte do Brasil que eu vou, sou recebido com muito carinho pelo torcedor do Cruzeiro. Não tem dinheiro que pague essa felicidade que eu carrego do lado esquerdo do peito".