Embora o alemão Nico Rosberg tenha vencido duas provas nesta temporada, em Mônaco e na Inglaterra, e o inglês Lewis Hamilton ocupe a razoável quarta posição deste Mundial de Fórmula 1, a Mercedes segue cautelosa e realista. Isso fica claro nas palavras de Toto Wolff, diretor-executivo da equipe, ao comentar as chances de o time alemão fazer uma boa corrida no GP da Hungria, décima etapa da temporada, no próximo domingo.

Para o dirigente, qualquer euforia com o rendimento da dupla de pilotos e com o desempenho do carro da Mercedes é precipitada neste momento em que o campeonato está prestes a entrar na sua segunda metade, pois ainda há um total de dez provas pela frente.

"A Hungria vai marcar o fim da primeira metade da temporada e tem sido positiva de um modo geral para a nossa equipe. Nós vamos para o fim de semana de corrida com duas vitórias e seis pole positions. Esses resultados mostram o quanto o trabalho duro que fizemos neste nosso ano até agora está sendo feito de forma bem-sucedida. Mas estamos sem ilusões para o segundo semestre do ano e para este fim de semana na Hungria, temos uma série de desafios a serem superados", afirmou Wolff.

O entendimento por parte da Mercedes dos novos pneus que a Pirelli irá disponibilizar a partir do GP da Hungria também é outro fator de preocupação para o dirigente. "Primeiro, teremos dever de casa extra na sexta-feira (nos treinos livres) para entender como os novos pneus vão funcionar no nosso carro. E então teremos de lidar com as altas temperaturas, um circuito exigente e os compostos macio e médio dos pneus Pirelli", completou Wolff, lembrando dos problemas de superaquecimento de pneus enfrentados pelos carros da equipe no GP da Alemanha, realizado no último dia 7.

"Durante a corrida em Nürburgring, estávamos superaquecendo os pneus e queremos minimizar a chance de sofrer a repetição deste problema na Hungria, onde as temperaturas da pista também serão altas", alertou.