A reestreia de Felipão no comando do Cruzeiro gerou efeito não apenas no time celeste, que comemora a vitória por 1 a 0 sobre o Operário-PR, nesta terça-feira (20), mas também no próprio time paranaense, que tomou uma decisão drástica após a partida.

Minutos depois do encerramento do duelo no estádio Germano Krüger, que valeu pela 17ª rodada da Série B, a diretoria do Fantasma anunciou a demissão do técnico Gérson Gusmão, que estava à frente da equipe há mais de quatro anos.

Gusmão, inclusive, tinha o trabalho mais longevo entre as série A,B e C do Campeonato Brasileiro, tendo assumido o cargo em março de 2006.

Com o revés diante da Raposa, o Operário-PR caiu para a 10ª colocação, com 22 pontos. Após um bom início de Série B, chegando a ocupar o G-4 do torneio, o Fantasma caiu de rendimento, somando apenas uma vitória nos últimos jogos.

Vale lembrar que o time paranaense vem sofrendo com uma série de desfalques nos últimos jogos, especialmente em razão de um surto de Covid-19, que vem atingindo o elenco nas últimas semanas.

Para o duelo com a Raposa, o agora ex-técnico do Fantamas não pôde contar com oito jogadores, que testaram positivo para o coronavírus.

Fala, Felipão

Em sua primeira entrevista coletiva no retorno ao Cruzeiro, Felipão comentou sobre o duro confronto diante do time paranaense.

"Nós tivemos hoje um confronto com o Operário-PR, que teve um menino de 18 anos, e nós tínhamos cinco jogadores oriundos da base. Nós tivemos uma situação, em um jogo que estudamos eles... eles tem uma altura muito maior do que os nossos jogadores. É uma série de detalhes, que se nos quisermos fazer com que o Cruzeiro volte a sua condição, vamos ter que fazer diferente", completou Luiz Felipe Scolari.

Na próxima rodada, o Cruzeiro vai enfrentar o Náutico, no próximo domingo, às 16h, no estádio dos Aflitos, em Recife.

Um dia antes, o Operário enfrenta a Chapecoense, às 21h30, na Arena Condá, em Chapecó.