Vagner Mancini, que fará sua estreia à frente da torcida do Galo neste domingo (20) contra o Santos, terá que conquistar a confiança dos atleticanos com bom desempenho de seus comandados e, principalmente, com vitórias. Isso porque seu nome foi duramente rejeitado pela Massa quando anunciado como novo treinador do time.

Uma das principais críticas feitas ao treinador pelos torcedores foi a falta de títulos conquistados em sua carreira e a presença de rebaixamentos em seu currículo. Questionado sobre a rejeição ao seu nome, o novo treinador do Galo mostrou que entende as críticas, mas fez questão de lembrar momentos positivos de sua história como técnico.

“Sobre a rejeição, ela acontece. Temos que respeitar a opinião das pessoas. Tive dois rebaixamentos, mas tive acessos, título de Copa do Brasil e vários estaduais ganhos. Já tive time que assumi na metade do campeonato e já livrei também. Estou aqui para falar das minhas vitórias, mas também das derrotas. Eu não as escondo e nem exalto minhas vitórias. Estou aqui sentado porque já fiz bons trabalho”, lembrou o treinador.

Vagner Mancini

Mancini ainda confirmou que o curto tempo de contrato com o Atlético, que vai apenas até o final deste ano, foi um pedido dele para a diretoria. O novo treinador do Galo também revelou que pretende continuar sua carreira como técnico em 2020, deixando de lado o papel de gestor, cargo que ocupou no São Paulo.

“Lá atrás, em janeiro, eu acertei um contrato de coordenador com o São Paulo, para ver como seria meu trabalho de gestor. A partir do momento que foi interrompido, estabeleci que em 2020 voltaria a ser treinador. É obvio que eu quero estar em 2020 no Atlético. Para isso, todo mundo que vive com a gente, esteja convicto das nossas ideias”, disse o treinador.

Criticado pela Massa em sua chegada, Mancini convocou o torcedor atleticano a empurrar o time dentro de casa. O treinador lembrou ainda das vezes que enfrentou o Galo em Belo Horizonte e disse que quer ajudar a equipe a ter novamente o espírito que perdeu nos últimos jogos.

“Quero que o Atlético volte a ter o DNA de agressividade e intensidade. Em várias vezes enfrentei o Atlético aqui em BH, e era muito difícil superar uma equipe que tinha o apoio do torcedor. Vocês não têm ideia do que é jogar contra o Atlético e enfrentar a torcida”, recordou.

Durante a coletiva, o treinador comentou o atraso de salários que vive o Atlético. Mancini, no entanto, tratou a situação como corriqueira no futebol.

“O atraso de salário não pertence só ao Atlético. Está inserido na sociedade. O futebol fica muito exposto quando você tem a nota que o time deve aos seus profissionais. Isso não ocorre só aqui. Fica até fácil falar. O futebol brasileiro passa por uma reformulação”, comentou.

Durante momentos complicados como o que atravessa o Galo, muitas vezes as categorias de base são acionadas. No caso do Atlético, o meia-atacante Marquinhos é quem vem recebendo mais oportunidades. Apesar de pregar cautela, Mancini demonstrou que gosta de apostar nas pratas da casa.

“Eu sou um cara que sempre olhou para a base. Tenho uma lista de jogadores que foram lançados durante a minha participação nas equipes. Não é só a salvação de uma restruturação do futebol brasileiro, mas você gera energia. Lógico, com coerência. Você tem que dar um tempo para se ambientar”, completou.

*Colaborou Hugo Lobão, sob supervisão de Thiago Prata