Atlético e Santos mantiveram a escrita e, na noite desta quarta-feira (15), mostraram porque o retrospecto de jogos entre as duas equipes estava rigorosamente empatado antes de a bola rolar no Independência para o primeiro duelo das oitavas de final da Copa do Brasil. O empate sem gols deixou em aberto a disputa, que agora será decidida no Pacaembu.
 
Para se ter ideia do equilíbrio histórico do confronto entre Galo x Peixe, a partida no Horto foi 99ª entre eles. Com 37 vitórias para cada lado, o duelo foi o 25º que terminou empatado. Outro quesito igual é o número de gols feitos por cada time: 148.
 
Apesar desta disputa acirrada, o 100º embate deixará paulista ou mineiro para trás e, quem levar a melhor, seguirá no torneio que, além da milionária premiação, vale vaga na Copa Libertadores de 2020.
No sábado (18), o time de Rodrigo Santana volta a campo e encara o Flamengo, também no Independência. O duelo será pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.  
 
O Jogo
 
Pecando bastante, principalmente com a bola nos pés, o Atlético fez um primeiro tempo que, nem de longe, fazia valer a vantagem de ser o dono da casa. Com mais posse da pelota, a equipe santista teve maior domínio, criou as principais chances de abrir o placar, mas, ineficiente, não conseguiu balançar a rede de Victor. 
 
O time mineiro, por sua vez, teve boas oportunidades com chutes de fora da área. Porém, assim como o rival, não teve sucesso nas tentativas. Segurando o ímpeto do Peixe, mesmo errando muitos passes, o Galo de Rodrigo Santana foi para o vestiário sem ser vazado, mas também ser inaugurar o marcador no Horto contra a equipe do argentino Jorge Sampaoli, que, suspenso, viu a partida num dos camarotes da Arena.
 
Para dificultar mais ainda o caminho atleticano na partida de ida das oitavas da Copa do Brasil, o lateral-esquerdo Fábio Santos sentiu dores musculares logo aos dois minutos de bola rolando e acabou substituído pelo improvisado Patric, lateral-direito de origem.
 
Segundo Tempo
 
Logo aos dois minutos da segunda etapa, sem novidades dos dois lados, quem começou assustando foi o time mandante. Luan, num belo chute de fora da área, deu trabalho ao goleiro santista, que precisou fazer uma defesa segura para evitar que, no rebote, Ricardo Oliveira aproveitasse da falha e a convertesse em gol.
 
Aos 12, o comandante atleticano acionou o equatoriano Cazares, que não atuava há um mês, desde os 18 minutos do primeiro clássico da final do Campeonato Mineiro, contra o Cruzeiro, quando sentiu dores e deixou o gramado. Ovacionado pelo torcedor, o camisa 10 entrou no lugar de Geuvânio, cansado. 
 
O primeiro retorno de Cazares aconteceu oito minutos depois da entrada. Num belo chute de bora da área, obrigou o arqueiro adversário a espalmar a bola para escanteio. Bem no jogo naquele momento, o Atlético viu a torcida incendiar nas cadeiras.
 
A terceira alteração veio, mais uma vez, por obrigação. Aos 24, Santana perdeu Luan, que torceu o pé, sozinho, e precisou deixar o campo. Para a vaga no "Maluquinho", o treinador optou pelo meia Nathan.
 
Apesar de partir para cima do rival, os donos da casa seguiram ineficientes na hora da conclusão. Os comandados de Sampaoli, assim como os de Santana, também não conseguiram alterar o placar em Belo Horizonte.
 
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO 0 X 0 SANTOS
 
Árbitro: Rodrigo D´alonso Pereira (SC)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Kleber Lucio Gil (SC)
VAR: Heber Roberto Lopes (SC)
Público e renda: 11.176/R$ 178.476,00
Cartões amarelos: ATLÉTICO: José Welison e Elias
 
ATLÉTICO: Victor; Guga, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos (Patric); José Welison, Elias e Luan (Nathan); Geuvânio (Cazares), Chará e Ricardo Oliveira.
Técnico: Rodrigo Santana
 
SANTOS: Everson; Lucas Veríssimo, Aguilar e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Jean Lucas, Diego Pituca e Jorge; Rodrygo (Cueva), Derlis González (Soteldo) e Jean Mota (Eduardo Sasha)
Técnico: Jorge Desio