A CBDA tem uma longa relação de patrocínio com os Correios, desde quando era presidida por Coaracy Nunes, que deixou o comando em março de 2017 e pouco depois foi preso pela investigação contra esquema de desvios de recursos públicos repassados à entidade na operação Águas Claras - o dirigente responde em liberdade.

A estatal foi uma grande parceira da CBDA nos últimos anos e o contrato anterior, que rendia R$ 5,7 milhões por ano, terminou em fevereiro. Apesar de as partes terem anunciado uma renovação para os próximos dois anos, o acordo ainda não foi efetivado, o que atrapalha a confederação.

"O contrato com a CBDA ainda não foi finalizado, pois ainda está em processo avaliativo. Somente após essa etapa, um novo contrato poderá ser celebrado. Os valores e prazos para o novo contrato ainda não foram definidos e dependerão da finalização do contrato anterior", explicou os Correios, em nota enviada ao Estado.

A CBDA enviou na semana passada a última documentação que faltava e espera um desfecho positivo em breve. "Como todo contrato com empresa pública, há um período de renegociação, de prestação de contas do contrato anterior. Leva-se um tempo. Lógico que gostaríamos que esse tempo fosse menor, mas acreditamos, pelas conversas com os Correios, que esse contrato será renovado, o que dá um respiro, mas não resolve todos os problemas", explicou Leonardo Castro, diretor executivo da CBDA.

Os valores que serão pagos pelos próximos dois anos ainda não foram divulgados, mas a tendência é que sejam menores que os do contrato anterior.