A entrega dos documentos sobre a suspeita levantada por um sócio de conflito de interesses na atuação do vice-presidente de comunicações e marketing, José Francisco Manssur, e do diretor executivo de futebol, Gustavo Oliveira, em anos anteriores ao Conselho Deliberativo não representa efeito prático, segundo o São Paulo. De acordo com o departamento de comunicação do clube, como a atual diretoria já havia determinado uma auditoria de contratos antigos, o requerimento não altera os trabalhos.

Poucas semanas após ganhar a eleição de outubro de 2015 e assumir a presidência do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ordenou que uma auditoria revisasse todos os contratos firmados pelo clube nos últimos cinco anos. O trabalho ficará a cargo de uma empresa externa contratada que foi sugerida pelo empresário Abílio Diniz.

Para membros da oposição, mesmo que a análise já estivesse prevista, o requerimento representa um apelo mais forte, por se tratar de um pedido de investigação e não apenas de auditoria. O requerimento pede para que sejam detalhados os pagamentos ao Tombense, à empresa de Eduardo Uram e ao escritório de advocacia citado no material.

A comissão de auditoria do São Paulo tem oito membros. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo Barboza, como o requerimento e os quatro anexos com contratos e tabela de repasses foram entregues há pouco tempo, a apuração está em fase preliminar. Ainda não há prazo para o fim do procedimento.

Dias antes da entrega do requerimento, o ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, havia comentado o assunto em entrevista ao jornal Diário de S. Paulo. "O São Paulo pagou (em 2014) R$ 9,5 milhões ao Tombense, clube que é ‘barriga de aluguel’ do Eduardo Uram", disse.