A advogada de Neymar no caso de acusação de estupro, Maíra Fernandes, foi expulsa nesta quinta-feira do Cladem (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher). A entidade feminista divulgou comunicado para informar que ela não pertence mais à organização.

Ao justificar a exclusão de Maíra, a seção brasileira do Cladem informa inicialmente que "toda e qualquer pessoa tem direito à defesa". Também diz que "todo e qualquer advogado e advogada tem constitucionalmente o direito ao livre exercício da profissão".

No entanto, por ser uma organização composta por advogadas feministas, comunica que Maíra Fernandes "já não mais pertence a nossa organização". O Cladem é uma rede feminista que luta pelos direitos das mulheres na América Latina e Caribe. A entidade atua em mais de 16 países e existe no Brasil desde 1992.

"Sendo o Cladem uma organização composta por advogadas feministas, com mais de três décadas de atuação ética em defesa dos direitos das mulheres e, por consequência, de luta contra a violência simbólica que se expressa dentro e fora do sistema de justiça criminal em casos a envolver violência contra as mulheres, em especial quando o debate público versa sobre o estupro, comunica que a advogada Maíra Fernandes, recentemente contratada para a defesa do jogador Neymar Jr., conforme tomamos conhecimento via imprensa, já não mais pertence a nossa organização", afirma a entidade, em comunicado.