Atlético e Cruzeiro encerraram na última quarta-feira (17) o oitavo mata-mata entre eles na chamada “Era das Novas Arenas”, pois cada clube tem disputado os clássicos em que atua como mandante num estádio. A Raposa tem como “casa” o Mineirão, e o Galo, o Independência. A classificação cruzeirense decretou a igualdade dentro de campo, pois cada clube venceu quatro confrontos.

Em compensação, quando se fala de arrecadação, há uma goleada cruzeirense. E ela fica evidente por exemplo neste último confronto que os dois rivais terminaram de disputar. A renda líquida de R$ 1.473.367,47 que o Cruzeiro teve no Mineirão nos 3 a 0 do último dia 11, e as despesas do jogo já estão descontadas, é superior à arrecadação bruta que o Atlético alcançou no Horto na última quarta-feira, que foi de R$ 1.352.396,00.

O valor líquido arrecadado pelo Galo no Horto, depois de descontadas todas as despesas da partida, foi de R$ 658.550,24, menos da metade do que faturou o rival no Gigante da Pampulha.

Com todas as oito partidas despertando grande apelo nas duas torcidas, o Cruzeiro alcançou, no Mineirão, 42.759 pagantes de média, com quase 350 mil pessoas pagando ingresso.

No Independência, até pela capacidade bem inferior de público do estádio, o Atlético tem média de 20.089 e pouco mais de 160 mil pagantes.

Na última quarta-feira, após a vitória de 2 a 0 sobre o Cruzeiro, placar insuficiente para evitar a eliminação atleticana na Copa do Brasil, o volante Elias, um dos jogadores mais experientes do técnico Rodrigo Santana, afirmou: “A gente tem que manter essa chama, continuar mobilizando o torcedor, para que eles continuem fazendo o que eles fizeram. Com eles apoiando desse jeito, a gente fica quase imbatível jogando aqui. Então, é manter o que a gente fez”.

Elias disputou os últimos quatro mata-matas entre Atlético e Cruzeiro, com seu time sempre jogando no Independência, e venceu apenas o primeiro. Os últimos três, o rival levou a melhor.

Nos primeiros quatro mata-matas, o Galo venceu três e o Cruzeiro apenas um, a final do Campeonato Mineiro de 2014.

A análise técnica do confronto mostra claramente que a melhor equipe saiu de campo com o título ou a classificação. Apenas em 2014 havia um equilíbrio entre atleticanos e cruzeirenses. E cada lado venceu um mata-mata, sendo que o Galo levou a melhor no mais importante de todos os oito disputados a partir de 2013, que foi a decisão da Copa do Brasil no ano seguinte.

Portanto, na batalha Mineirão x Independência, uma das marcas da rivalidade entre atleticanos e cruzeirenses nesta década, há empate dentro de campo, mas uma goleada azul quando se fala de público e renda.

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