Em 30 de agosto de 2015, uma vitória do Santos sobre o Cruzeiro por 1 a 0, no Mineirão, pelo Brasileirão daquele ano, decretava a queda de Vanderlei Luxemburgo e abria caminho para a primeira passagem de Mano Menezes pela Toca da Raposa II. Neste domingo (18), Raposa e Peixe voltam a se enfrentar no Gigante da Pampulha, às 16h, pela 15ª rodada da Série A, e o treinador celeste é mais uma vez o personagem do confronto, pois a partida marca a estreia de Rogério Ceni no comando cruzeirense.

E o ex-goleiro assume justamente no lugar de Mano Menezes, demitido na semana passada após uma segunda passagem de mais de três anos pela Toca da Raposa II. As coincidências não param no adversário das duas histórias. A pressão de 2015 é vivida também em 2019 pelo Cruzeiro.
Há quatro anos, a Raposa tinha sido bicampeão brasileira nas duas temporadas anteriores, mas após desmanchar o grande time que era comandado por Marcelo Oliveira, vivia tempos difíceis.

Agora, atual bicampeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro passa por crise técnica, financeira e política, um momento muito mais difícil que aquele que decretou a história de Mano Menezes na Toca II.

O desafio de Rogério Ceni é resolver “apenas” a crise técnica. E a tarefa é bem complicada. Logo na estreia ele tem como tarefa evitar que o Cruzeiro tenha sua maior sequência sem vitória na história do Campeonato Brasileiro. O time não vence há 11 rodadas, marca negativa que já tinha vivido em 2011, quando escapou do rebaixamento apenas na última rodada.

E o adversário deste domingo é simplesmente o Santos, que iniciou esta 15ª rodada como líder isolado do Campeonato Brasileiro, mas que joga também pressionado, pois na última rodada foi derrotado pelo São Paulo por 3 a 2, em clássico disputado no Morumbi.

Na batalha pela vitória, o maior desafio de Ceni é fazer o ataque cruzeirense funcionar. Após a parada do futebol sul-americano para a disputa da Copa América, a Raposa entrou em campo dez vezes, pelo Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, e apenas cinco gols foram marcados, com isso acontecendo em apenas duas partidas: 3 a 0 sobre o Atlético, pela Copa do Brasil; e 2 a 2 com o Avaí, pela Série A. A média é de apenas 0,50 por jogo.

Além de arrumar o ataque, Rogério Ceni precisa acertar a defesa, que era um dos pontos positivos do time de Mano Menezes até a crise técnica passar a fazer parte da vida cruzeirense em maio deste ano.

Nas mesmas últimas nove partidas, em que o time balançou a rede adversária apenas cinco vezes, sua defesa foi vazada nove vezes, quase uma vez por confronto.

Time

Com tantos desafios pela frente, Rogério Ceni faz do mistério uma arma para encarar o líder do Brasileirão. No setor defensivo, Dodô deve voltar à lateral esquerda no lugar de Egídio, que foi muito mal no empate por 2 a 2 com o Avaí, no último domingo (11), em Florianópolis.

Na frente, ele volta a contar com Thiago Neves e Fred, que cumpriram suspensão pelo terceiro cartão amarelo na Ressacada no último domingo, mas não é uma certeza o retorno deles ao time, pois uma promessa de Rogério Ceni é um Cruzeiro mais veloz a partir de agora.

A FICHA DO JOGO

DATA: 18 de agosto de 2019
HORÁRIO: 16h
LOCAL: Mineirão
MOTIVO: 15ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro
ARBITRAGEM: Anderson Daronco, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Junior, todos do Rio Grande do Sul
VAR: Caio Max Augusto Vieira (RN)
TRANSMISSÃO: Premiere

CRUZEIRO
Fábio; Orejuela, Dedé, Léo e Egídio (Dodô); Henrique e Ariel Cabral (Jadson); Robinho, Thiago Neves, Pedro Rocha e Fred (Sassá)
Técnico: Rogério Ceni

SANTOS
Everson; Victor Ferraz; Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jorge; Diego Pituca, Felipe Jonatan e Carlos Sánchez; Derlis González, Eduardo Sasha e Soteldo
Técnico: Jorge Sampaoli