Medo de altura não é com ele. O comerciante Melquior Saviotti, 25 anos, começou escalando paredões de cinco metros. Logo passou para os 20. Pouco tempo depois atingiu os 60. Não demorou muito, Melquior já estava dependurado a 400 metros de altura.

Todo esforço de horas de escalada é recompensado com paisagens deslumbrantes, como o Morro Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, onde ele teve uma vista privilegiada da Cidade Maravilhosa. “A adrenalina é demais. O visual quando você está lá em cima compensa qualquer coisa. A sensação é muito boa”, garante. “Eu já tinha praticado vários esportes, mas de nenhum eu gostei tanto quanto a escalada. Eu apaixonei logo de cara. Difícil até falar o por quê de gostar tanto de escalar. Só sei que é muito bom”, completa o jovem, que escala há cinco anos e acaba de conquistar a terceira colocação no Campeonato Brasileiro de Escalada Esportiva.

Antes, Melquior se aventurou no futebol, na natação e no seckline. Apresentado ao esporte por um cunhado, começou escalando em uma academia. Bem identificado com a nova modalidade esportiva, Melquior passou para as escaladas externas.

No início, ele conta que a família não era muito favorável ao esporte. “Mas aos poucos eles foram se acostumando. Você precisa seguir rigorosamente as regras de segurança, respeitar a durabilidade e indicação dos equipamentos para não ter problema”, garante.

A paixão é tanta, que o comerciante resolveu ultrapassar fronteiras para desafiar a gravidade. Melquior viajou à África do Sul e ao Chile apenas para escalar. No país africano foram 30 dias com um grupo de dez amigos conhecendo e escalando todos os tipos de picos e rochas. No Brasil, o Pão de Açúcar, no Rio, e Itatim, na Bahia, a 200 quilômetros de Salvador, são suas montanhas favoritas.

Modalidades

Existem várias modalidades praticadas ao ar livre ou em academia. “As mais comuns são as escaladas esportiva, que vai até 40 metros, a bolder, na qual o escalador não ultrapassa os cinco metros em média, mas que exige mais força, e a escalada clássica com mais de 100 metros e tem um objetivo geográfico”, explica Yan Ouriques, do Rokaz, academia de escalda.