Demitido do Cruzeiro após a eliminação no Estadual, o técnico Deivid esteve no programa Seleção Sportv na tarde desta terça-feira (3) e revelou que a demissão do clube celeste já era esperada. "Eu já tinha na minha cabeça: se eu ganhar o Campeonato Mineiro eu vou continuar, se eu perder, estou fora", disse o treinador .

O ex-técnico da Raposa voltou a agradecer à diretoria do Cruzeiro pela oportunidade no clube e lamentou a demissão. "Eu perdi um jogo no campeonato mineiro e fui mandado embora", completa.

Confira trechos da entrevista do ex-técnico do Celeste:

 

Evolução

"Nós perdemos cinco, seis jogadores que não estavam rendendo bem, mas tinham postura e eram líderes. Daí vieram seis, sete jogadores, que você tem que enquadrar dentro da competição para achar o modelo de jogo e dar sequência. E nesse meio tempo existe a derrota, vitória, empate... É preciso ter paciência e colocar tudo em um contexto geral. Se você não tem tempo, você não consegue".

 

Balanço

"O time vinha ganhando de 1 a 0. Se o futebol é resultado, eu estava dando resultado porque eu estava ganhando, mas a gente tinha que evoluir ainda: alguns jogadores que não estavam se encontrando, por isso mexi várias vezes. Eu tirei o Fabrício, que tava em um momento ruim; depois o Ariel e o Arrascaeta (que chegou como 10 no clube e num status de ídolo), mas os jogadores (argentinos) eram de fora e eu sei que existe uma dificuldade de adaptação. É preciso calma para colocar esses jogadores e não queimá-los. Eu tinha esse cuidado".

"Quem montou aquele time que o Mano conseguiu ter vitórias (contra a Ponte Preta) fui eu. O Mano gostou, deu sequência, mudou algumas coisinhas e o time conseguiu dar aquela arrancada".

 

Vanderlei Luxemburgo

"Quando Vanderlei saiu do Cruzeiro, o Bruno me convidou e o Vanderlei falou 'fica aqui'. Aí eu fiquei. Eles queriam me preparar para quando o Mano saísse (final de 2016). Daí assumiria a equipe para dar continuidade ao trabalho". 

 

Carreira

"Eu me sinto preparado. Quando eu parei de jogar futebol nunca quis usar o meu nome como atleta para assumir qualquer equipe".

"Quando terminei meu estagio no Havaí, o Vanderlei me ligou perguntando se aceitava, o convite como auxiliar dele. Naquele momento eu me senti preparado. Eu tinha jogado 18 anos, me preparei, estudei, fiz estágio. Agora, tem que ver se o trabalho seria a longo prazo ou seria só uma derrota".

 

* Colaborou Mariana Campolina