O vice-campeonato do Brasileiro de 1999 fez o Atlético voltar a disputar uma Libertadores, após 19 anos. Ao mesmo tempo, significou um lamento àquele time. Mas, para o ex-atacante Guilherme, um dos principais jogadores do Galo naquela época, não foi uma decepção tão grande quanto a outro momento de sua carreira.

“Para mim, doeu mais a semifinal de 2001 que a final de 1999. Porque em 1999 fomos ao máximo, no limite. Porém, em 2001, eu não me lembro de um time (do Atlético) desses últimos 20 anos, com tanta condição de ser campeão brasileiro que aquele. Era o melhor time do campeonato. Por algumas circunstâncias, caímos para o São Caetano. O que foi decisivo foi a chuva”, descreveu o ex-centroavante durante a live #GaloEmCasa, da TV Galo, no YouTube.

Individualmente, porém, o ano de 1999 representou o principal momento de Guilherme, goleador do Brasileirão, com 28 gols.

“E marquei em 27 jogos. Foi mais de um gol por jogo. Cheguei depois que o campeonato começou. Foram 28 gols. E na fase final, foi absurdo (13 gols). Os jogos decisivos foram ótimos. Na final, eu fiz três. O ano foi tão especial que ficou um time marcado, sem ter sido campeão”, disse.

Atlético

Resenha com Luizão

Entre os causos do futebol, Guilherme relembrou um episódio ao lado de Luizão, ex-atacante do Corinthians. Após uma partida, os dois aproveitaram para tomar uma cerveja enquanto esperavam para fazer o exame antidoping, Uma, não...

“Acabou a cerveja, então mandei buscar mais, porque eu ‘mandava’ em BH. A resenha estava boa. Para que esperar ir para um bar, tomamos cerveja ali mesmo”, contou, em meio a risos.

Dupla letal

Questionado qual foi o principal companheiro de ataque, a resposta foi óbvia: “Marques”. “Nunca formei uma dupla tão letal e entrosada dentro de campo. Muitas vezes fazem comparações com outras duplas do Atlético e do Brasil. Chegava um momento em que eu sabia onde ele estava em campo, e vice-versa, sem ver”, disse.