A guerra de egos entre os presidentes integrantes da Liga Sul-Minas-Rio parece não ter fim. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (21), o ex-diretor da entidade, Alexandre Kalil, explicou os motivos que levaram ao seu pedido de demissão, anunciado no último sábado, 19. Segundo Kalil, um complô por vaidade foi o fator prepoderante para a sua saída.

"Me convidaram para uma reunião no Rio de Janeiro, mas eu não fui porque eu já sabia do que se tratava. Segundo tive informações, fizeram um mini complô para me contrariar tanto para que eu pedisse demissão. Eu não dei tempo a eles para fazerem isso, porque quem conspira é normalmente incapacitado, não é sincero e leva desvantagem em ser conspirador", disse Kalil.

Sem revelar nomes, o ex-dirigente afirmou que cinco clubes filiados a Liga Sul-Minas-Rio conspiraram contra ele. "Não falarei nomes em hipótese nenhuma, mas eu sei exatamente os cinco dos 15 clubes que conspiraram. Foi um período que podiam ter feito isso, porque a liga esta aí. Na hora que eu coloquei essa Liga em pé, pus o peito na frente, atingiram até a minha família. Até os meus filhos foram atingidos. A liga está pronta", alega.

Segundo kalil, ele foi convidado para participar devido a fama de brigador, o ex-diretor-executivo também disse desconhecer o motivo do complô contra ele. "Eu não sei (motivo do complô), acho que foi por vaidade. Tudo o que eu briguei foi pela liga, eu não briguei contra nenhum clube. Se eu briguei na CBF foi pela liga. Foram lá e buscaram um cara que sabiam que iam ter que brigar. Então pega lá o kalil. Eu aceitei, peguei o avião e fui à Curitiba. Conversei, combinamos e fui embora. Eu achei que iria contribuir (com a liga), mas me ensinar não. Nenhum dos 15 ali conseguem me ensinar, sem exceção", explicou.

Kalil ainda disse que a sua saída da liga não muda em nada a realização do torneio e que a liga está confirmada.

"Um clube sair da liga é um prejuízo tremendo, qualquer um. Agora um diretor não, amanhã põe outro no lugar. A liga está colocada, já está pronta, que se não estivesse não estaria essa fofoca toda. Enquanto o pau tava quebrando em cima de mim, em cima de minha família, ninguém trocava um telefonema. Agora a liga é irreversível. Dizem que não vai vender. Claro que vão vender. Vai colocar Atlético e Flamengo e a televisão não vai comprar?", emendou.

Assista a seguir trecho do desabafo do ex-CEO: