Clayton usava a número 7 no Figueirense, fazendo, com propriedade, a função do camisa 9. No Atlético, ele terá de mudar de numeração, por conta da presença de Robinho, mas o papel tático também pode ser transformado.

Contratado para ser a sombra de Lucas Pratto, Clayton tem capacidade para atuar pelos lados do campo. Na visão de dois ex-treinadores do jovem de 20 anos, o recém-contratado do Galo possui uma inteligência para jogar futebol fora do comum. Dominando os fundamentos básicos do jogo, atuar fora da área não será um problema para ele.

O treinador Hudson Coutinho, comandante de Clayton no Figueirense, e que retornou ao posto de auxiliar-técnico do clube catarinense, avalia que seu ex-pupilo poderá muito bem atuar como um ponta-esquerda, por exemplo, caso Diego Aguirre solicite tal função.

"Os melhores momentos que ele teve no Figueirense foi como 9, mas pela inteligência dele, e leitura de jogo, ele consegue fugir um pouco dessa função de ser o que o Lucas Pratto faz aí no Atlético. Consegue jogar pelas beiradas, fazendo jogadas individuais. Mas ele é muito de tabela, chama a responsabilidade e gosta muito de ter a bola e criar espaço. Não fica só na função do 9. Há outras características que o fazem jogar pelas beiradas também", disse Hudson.

Já o auxiliar-técnico do Avaí, Fernando Gil, responsável por lapidar Clayton desde o Sub-13 do Figueirense até às primeiras chances no profissional, acredita que ele é capaz até mesmo de uma terceira função: mais recuado, atuando atrás do homem-gol, como um antigo ponta de lança.

"Pela inteligência de jogo dele, ele pode jogar como um camisa 9, mas com mobilidade. Mas ele pode fazer o lado do campo também, às vezes, na base, ele já jogou até de camisa 10, vindo de trás, como um ponta de lança", disse Gil.

"Mas onde ele se deu melhor foi como 9, perto do gol adversário, porque dificilmente ele perde as chances de gol. Finaliza com as duas pernas, cabeceio muito bom. Consegue fazer o pivô bem e é muito rápido", completou.