Notificada, na última segunda-feira (10), sobre a exclusão em primeira instância do Profut, programa federal de refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol, a diretoria do Cruzeiro já trabalha nos bastidores para apresentar um recurso ao plenário da Autoridade Pública de Governaça do Futebol (Apfut), órgão que fiscaliza o cumprimento ou não das normas previstas na lei. 

Os mandatários da Raposa têm o dia 20 de fevereiro para entregar a apelação à Apfut. Caso a defesa não obtenha sucesso ao final do processo e o afastamento do clube seja concretizado, algumas vantagens serão retiradas e receitas podem voltar a ser bloqueadas costantemente pela Justiça.

Sede Cruzeiro

Na nota em que informa a notificação recebida e o esforço para elaborar o recurso em tempo hábil, a atual administração do Cruzeiro culpa a gestão anterior pelo ocorrido.

"O Clube foi notificado pela Apfut, de uma exclusão em primeira instância, que não é uma exclusão definitiva, e agora o Cruzeiro terá que se defender administrativamente na plenária da Apfut, em 10 dias. Nós faremos este recurso e mostraremos de forma técnica o que nós entendemos. O Cruzeiro passou por um momento conturbado no ano passado e a exclusão ocorre em virtude de uma má administração nesses últimos dois anos, que lesou bastante o Cruzeiro. E a partir de agora está sendo feito um trabalho interno, de levantamento de valores, inclusive para demonstrar que o Clube, quando estava adimplente, fez um pagamento maior, para tentar retornar ao Profut. Isso será o caminho da nossa defesa. Vamos mostrar também que o Cruzeiro vive um outro momento, com uma nova gestão”, declarou Kris Brettas, superintendente jurídico do Núcleo Dirigente Transitório.

Em estudo recentemente divulgado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o Cruzeiro aparece como o maior devedor do futebol brasileiro à União. Sem contar com o débitos já refinanciados no Profut, a Raposa deve ao Governo Federal mais de R$ 262 milhões. 

*Sob supervisão de Lucas Borges