Atlético

Atlético chegou ao título da Copa Libertadores em 2013, com vitória nos pênaltis em cima do Olimpia, do Paraguai, no Mineirão

Principal parceiro do Atlético quando se fala de jejum sem vencer a Série A, entre os chamados grandes clubes, o Internacional vira modelo quando se trata da Copa Libertadores. E a partir desta quarta-feira, quando encara o La Guaira, da Venezuela, às 19h (de Brasília), no Estádio Olímpico, em Caracas, pela primeira rodada do grupo H, o Galo passa a buscar o que só o Colorado conseguiu neste século entre os brasileiros: um bicampeonato da principal competição de clubes da América do Sul.

O Brasil domina a Libertadores a partir de 2001. Nas 20 edições disputadas, foram nove títulos, contra sete dos argentinos. As outras três taças foram erguidas por colombianos, duas vezes, e paraguaios, uma.

Essas nove conquistas brasileiras foram de oito clubes diferentes. Apenas o Internacional foi bicampeão, em 2006 e 2010. Os outros vencedores foram: São Paulo (2005), Santos (2011), Corinthians (2012), Galo (2013), Grêmio (2017), Flamengo (2019) e Palmeiras (2020).

O maior número de conquistas neste século é do Boca Juniors, tricampeão com os títulos de 2001, 2003 e 2007. Seu maior rival, o River Plate, é bicampeão, assim como o Colorado, com as taças de 2015 e 2018.

Tentativas

A Libertadores de 2013, conquistada pelo Atlético, abriu a maior sequência do clube na competição. Contando a temporada 2021, que teve a fase de grupos aberta ontem, são sete participações em nove possíveis. Foram apenas duas ausências, em 2018 e 2020.

Nas cinco edições disputadas após levantar a taça, o máximo alcançado pelo Galo foram as quartas de final, em 2016, quando ele caiu diante do São Paulo, com derrota por 1 a 0, no Morumbi, e vitória 2 a 1, no Independência. O tricolor paulista seguiu na disputa pelo gol marcado como visitante.

Em 2014, 2015 e 2017, o Atlético foi eliminado nas oitavas de final por Atlético Nacional (Colômbia), Internacional e Jorge Wilstermann (Bolívia), respectivamente. Em 2019, a queda foi na fase de grupos, com Cerro Porteño (Paraguai) e Nacional (Uruguai) ficando com as duas vagas da chave.

Aposta

Ao contrário de 2019, na última participação, quando antes teve de passar pelos uruguaios Danubio e Defensor na segunda e terceira fases da chamada pré-Libertadores, na edição 2021 o Atlético apostou na formação de um grande grupo de jogadores, que coloca o time comandado pelo técnico Cuca na lista dos favoritos ao título.

A equipe tem atletas badalados no futebol sul-americano, como os argentinos Nacho Fernández e Zaracho, o paraguaio Junior Alonso e o chileno Eduardo Vargas, sem contar estrelas brasileiras, caso principalmente do lateral Guilherme Arana e dos atacantes Hulk e Keno.

Assim, antes do bicampeonato brasileiro, competição que não vence desde 1971, o Atlético tenta o bi da Libertadores, igualando o Internacional, que não vence o principal torneio nacional desde 1979, mas que conquistou a América em 2006 e 2010, sendo o único no Brasil a levantar a taça mais cobiçada pelos clubes do continente por duas vezes neste século.