Se na terça-feira (14), o goleiro Fábio já garantia sua permanência na Raposa, ressaltando que “não seria no pior momento do Cruzeiro que iria sair”, nesta quinta-feira (16), sua continuidade no clube foi oficializada. Em entrevista na Toca da Raposa II, o camisa 1, atleta que mais vezes vestiu a camisa celeste (871 jogos), afirmou que fez “o que tinha que ser feito”.

“Estava de coração aberto, minha família também. Foi até pouco o que fiz diante do que o Cruzeiro já fez em nossas vidas. Agora é focar para a gente alcançar esse êxito (de retornar à Série A do Brasileiro)”, destacou o arqueiro.

De acordo com ele, o acerto já havia sido feito no início da pré-temporada. “Minha cabeça sempre esteve no que o Cruzeiro estava e está vivenciando. Quero ajudá-lo a voltar ao lugar onde nunca deveria ter saído, pela história, a tradição, a torcida e a camisa respeitada por todos os lugares onde vai. Pensamento sempre foi de permanecer. Estava esperando o clube resolver outras situações urgentes, tanto na transição de gestores e quanto a situação real do Cruzeiro para o clube ter seu planejamento”, destacou.

Bronca

Apesar de esbanjar felicidade em continuar na Raposa, Fábio usou um tom crítico aos antigos gestores da agremiação, responsáveis diretos pela queda à Série B. 

“Era uma tragédia anunciada, que infelizmente vivenciamos no ano passado. Houve falta de comando e responsabilidade de todos que estavam aqui naquele momento. E tivemos o pior resultado possível em uma temporada. O Cruzeiro vai pagar com os erros de 2019, mas vai pagar com grandeza, fazendo uma equipe organizada para voltar à Primeira Divisão e, a partir daí, se tornar ainda mais forte, brigando pelos títulos”, disse.

Cruzeiro

Fim da parceria

Durante a coletiva, Fábio também falou sobre o fim da aliança forjada com Robertinho, treinador de goleiros demitido no início deste ano.

“Foram dez anos com o Robertinho. Não tenho nem palavras. Uma convivência cheia de transparência e uma amizade com um profissional acima da média. Palavras não vão demonstrar o grande profissional que é o Robertinho e o papel que ele teve no Cruzeiro. É uma referência no Brasil. Infelizmente são coisas que acontecem no futebol (a saída dele). Somos gratos por tudo que ele implantou na área de goleiros, sou muito grato a ele por nossa parceria”, comentou.

Torcida

Outro assunto abordado foi sobre o “dono do clube”: “Sempre falei que o Cruzeiro era do torcedor. E mais que nunca será provado isso. O lançamento do novo programa de sócio-torcedor (nesta sexta-feira) vai bombar, o torcedor fará mais ainda sua parte. O torcedor terá um papel crucial nessa reconstrução e será exemplo para o futebol brasileiro e mundial. A grandeza do Cruzeiro se faz pelo seu torcedor, que é o dono do clube”