O Atlético vivia um processo de recuperação sob o comando de Yustrich e já tinha a base que seria campeã brasileira em 1971. O Cruzeiro tentava manter sua hegemonia no Campeonato Mineiro, buscando o penta estadual, que significava seguir como único clube a vencer a competição no Mineirão, que tinha sido inaugurado em 1965. Esses ingredientes levaram 123.351 pagantes ao Gigante da Pampulha, que teve o maior público da sua história e um final de jogo sem novidade naquela época, com vitória cruzeirense.

No total, foram 129.377 os presentes no estádio naquela tarde em que o Diabo Louro aprontou. Destaque daquele grande Cruzeiro da segunda metade dos anos 1960, o ponta-direita Natal se caracterizou como um carrasco atleticano.

E naquele 4 de maio de 1969 ele viveu um dos seus grandes momentos no clássico. Aos 7 minutos do segundo tempo mais uma vez ele levou a melhor no duelo com o uruguaio Cincunegui e decretou o 1 a 0 da Raposa, que seguiu firme na sua caminhada que terminou com a conquista do pentacampeonato mineiro, maior sequência de títulos do clube na competição em todos os tempos.

A FICHA DO JOGO

CRUZEIRO 1
Raul; Pedro Paulo, Mário Tito (Evaldo), Fontana (Raul Fernandes) e Vanderlei; Piazza e Zé Carlos; Natal, Tostão, Dirceu Lopes e Rodrigues. Técnico: Gérson Santos

ATLÉTICO 0
Mussula; Vander, Grapete, Normandes e Cincunegui; Vanderlei Paiva e Amauri Horta; Ronaldo (Vaguinho), Dario, Lola e Tião. Técnico: Yustrich

DATA: 4 de maio de 1969
MOTIVO: Campeonato Mineiro
LOCAL: Mineirão
GOLS: Natal, aos 7 minutos do segundo tempo
ARBITRAGEM: José Astolfi, auxiliado por Jairo Bernrdini e Reginaldo Gomes
PÚBLICO: 123.351 pagantes
RENDA: Cz$ 561.975,00

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